Pfizer e Moderna vão continuar a dominar mercado das vacinas anti-Covid em 2022

Segundo os cálculos da Airfinity, as duas fabricantes de vacinas mRNA irão dominar três quartos do mercado vacinal em 2022, alargando a margem entre as rivais AstraZeneca, Johnson & Johnson, a vacina russa Sputnik V.

As farmacêuticas Pfizer/BioNTech e Moderna deverão continuar a dominar o mercado das vacinas no próximo ano, estando previsto gerar cerca de 93,2 mil milhões de dólares em vendas combinadas (cerca de 79,91 mil milhões de euros), isto de acordo com previsões calculadas pela empresa de inteligência de saúde e divulgadas, esta terça-feira, pelo “Financial Times” (FT).

Segundo os cálculos, as duas fabricantes de vacinas mRNA irão dominar três quartos do mercado vacinal em 2022, alargando a margem entre as rivais AstraZeneca, Johnson & Johnson, a vacina russa Sputnik V e farmacêuticas novatas como a Novavax que compõem o resto do mercado.

Feitas as contas, o valor do mercado das vacinas deverá mais do que duplicar para 124 mil milhões de dólares no próximo ano (cerca de 106,32 mil milhões de euros). Enquanto que a dupla germano-americana deverá vender cerca de 54,5 mil milhões de dólares (cerca de 46,73 mil milhões de euros) em vacinas anti-Covid, a Moderna poderá chegar aos 38,7 mil milhões de dólares (33,18 mil milhões de euros), de acordo com as estimativas da Airfinity — valores que ultrapassam as previsões de analistas que apontavam para 23,6 mil milhões de dólares (cerca de 20,24 mil milhões de euros) e 20 mil milhões de dólares (cerca de 17,15 mil milhões de euros) em vendas, respectivamente.

“São números sem precedentes”, frisa o CEO da consultora, Rasmsus Bech Hansen. “Antecipamos um número elevado de vendas em 2022 por que os países vão continuar a manter a proteção contra a Covid-19 e os países com menores rendimentos pretendem atingir níveis de vacinação mais altos, à semelhança dos países mais ricos”, explicou.

Apesar das discrepância entre os números, os analistas concordam numa coisa: que a Pfizer/BioNTech dominaram a produção e distribuição de vacinas em 2021, ano em que maioria dos países arrancaram com os processos de imunização generalizada, e que por isso deverá consolidar esta posição nos próximos meses. Recorde-se que a parceria foi a primeira a receber aprovação das autoridades de saúde para a produção, distribuição e comercialização do fármaco e a primeira a desenvolver uma vacina contra os jovens com menos de 18 anos e crianças.

O banco de investimento da área da saúde, SVB Leerink estima que a Pfizer/BioNTech registe vendas na ordem dos 39,5 mil milhões de dólares (33,87 mil milhões de euros) este ano, mas que rapidamente cairá para os nove mil milhões de dólares (7,72 mil milhões de euros) em 2022 devido aos preços mais baixos, redução da intensidade da procura por parte dos países mais ricos e o surgimento de outras vacinas.

Para este ano, a Airfinity prevê que a dupla germano-americana registe vendas de 31,3 mil milhões de dólares e a Moderna 17,6 mil milhões de dólares, cerca de 26,84 e 15,09 mil milhões de euros, respectivamente, mas alertou que a alteração ao preço destes fármacos poderá influenciar as previsões finais.

Recorde-se que a americana Pfizer registou um lucro líquido de 4.877 milhões de dólares no primeiro trimestre, mais 45% em relação ao mesmo período do ano passado, em grande parte graças às vendas da sua vacina contra a Covid-19, enquanto que a BioNTech ganhou 3.915 milhões até junho. Já a Moderna ganhou 3.377 milhões de euros até junho.

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