PGR de Angola poderá arrestar bens de Isabel dos Santos em Portugal

O porta-voz da Procuradoria-Geral da República de Angola, Álvaro João, disse que “não há algo que me leve a afirmar que tenha de acontecer deste modo, mas — se houver necessidade — vamos fazer recurso dos acordos de cooperação com Portugal”, quando questionado sobre a possibilidade de arresto dos bens de Isabel de Santos em Portugal.

A Procuradoria-Geral da República de Angola (PGR) admitiu a possibilidade de arrestar os bens que Isabel dos Santos tem em Portugal. Ao “Eco“, a PGR disse que o processo não incluiu as participações que a filha do ex-presidente angolano, José Eduardo dos Santos, tem em empresas portuguesas, mas tal poderá vir a acontecer.

A publicação referiu que o porta-voz da PGR, Álvaro João, disse que “não há algo que me leve a afirmar que tenha de acontecer deste modo, mas — se houver necessidade — vamos fazer recurso dos acordos de cooperação com Portugal”, quando questionado sobre a possibilidade de arresto dos bens de Isabel de Santos em Portugal.

No último dia de 2019, o Tribunal Provincial de Luanda ordenou o arresto das contas bancárias de Isabel dos Santos e do seu marido, Sindika Dokolo, e ainda do português Leite da Silva. O arresto abrangeu contas bancárias no BFA, BIC e BAI e BE, participações de 25% no Banco Internacional de Crédito, por intermédio da SAR- Sociedade de Participações Financeiras, 17% do BIC por intermédio da Finisantoro Holding, 51% do Banco de Fomento Angola através da Unitel, 25% da Unitel, 99,5% da ZAP Midia através da Finstar, 100% da empresa Finstar, na Cimangola, 97% da Condis Sociedade de Distribuição de Angola, entre outras.

Álvaro João explicou ainda que “a escolha [dos bens alvo de arresto] está relacionada com a localização dos próprios bens, o que a PGR localizou e resolveu atacar para que não fossem transferidos para outro local”,

Tribunal angolano arresta contas bancárias e participações de Isabel dos Santos

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