‘Bioplatform’: plataforma de agricultura biológica quer chegar ao mercado ibérico

O Bioplatform é uma plataforma comercial quer quer servir como pólo agregador na área da agricultura biológica.

A New Organic Planet está a desenvolver o Bioplatform, uma plataforma comercial que quer servir como pólo agregador na área da agricultura biológica. A ambição passa por levar o projeto, que deve estar disponível em outubro, para o mercado ibérico em 2019.

A Bioplatform vai juntar produtores, entidades de certificação, consumidores de bens agrícolas, consultores e certificação.

O projeto, que junta ainda a Secretaria Regional da Agricultura e Pescas e a Universidade da Madeira, surge a partir de um empreendedor internacional polaco chamado Stanislaw Biela, que vem da área da tecnologia de informação, que encontrou na Madeira o local ideal para desenvolver a ideia.

A Região acabou por ser escolhida devido às intenções que tem demonstrado em se tornar uma “referência na área da sustentabilidade”, adianta Tiago Vaz Serra, consultor da VSM Advisors, empresa que está a prestar auxílio na montagem deste projeto. Mas existiram outros motivos que levaram a que a Madeira venha a ser a sede da Bioplatform.

O sistema de apoio às PME, tanto no arranque como na contratação, foram também fatores que levaram esta ideia até à Madeira.

“A celeridade e a disponiblidade para conhecer o projeto e o know-how disponível foram outras vantagens”, avança o consultor, foram outros pontos positivos para ter o negócio com base na Região Autónoma.

Patrícia Assunção, faz parte da equipa que desenvolve o Bioplatform, na Madeira.

Entre as vantagens que a Madeira oferece, em termos da agricultura biológica, Patrícia Assunção, destaca a cultura que Região Autónoma apresenta no desenvolvimento da policultura.

“Este tipo de prática exige rotações das culturas, para existir equilíbrio a nível das necessidades das plantas, do solo, e ambientais, e diminui o risco de pragas”, salienta.

Os agricultores da Madeira e a sua capacidade para “desenvolver culturas”, através de mecanismos mais rudimentares até aos mais tecnológicos, bem como o conhecimento científico, que esta classe profissional apresenta, são outras vantagens para a agricultura biológica da Região Autónoma.

Relativamente à Bioplatform, Tiago Vaz Serra, refere que este projeto “tem de arrancar com uma massa crítica importante”, o que leva a que esteja a decorrer “a fase de angariação e de junção de interessados”.

Mas a New Organic Planet está também a trabalhar no Probiomadeira, um projeto, que junta a Secretaria Regional da Agricultura e Pescas, a Universidade da Madeira, e a Escola Agrária de Coimbra, que tem por objetivo o desenvolvimento da agricultura biológica.

“Trata-se de um trabalho de investigação científica sobre os solos da Madeira e como adapta-los a determinadas culturas”, explica o consultor. O arranque deve acontecer também em outubro num projeto que se deve prolongar por dois anos.

“Queremos através deste projeto posicionar a marca como referência no setor da agricultura biológica”, afirma Tiago Vaz Serra. “O setor só avança se existirem entidades a investigar”, clarifica o consultor sobre o Probiomadeira.

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