PNI 2030 prevê um terço dos investimentos em transportes e mobilidade para a região de Lisboa

Segundo o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, na área de transportes e de mobilidade, a região Norte irá receber 3.531 milhões de euros de investimento, seguida da região Centro, com um total de 2.732 milhões de euros.

Cristina Bernardo

O PNI – Plano Nacional de Investimentos 2030, que foi enviado na passada quinta-feira, dia 10 de janeiro, para discussão e votação na Assembleia da República, prevê que cerca de um terço do montante de investimentos previsto seja aplicado na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Neste segmento de transportes e mobilidade, do total de 12.656 milhões de euros de investimento programado a partir de 2021 será empregue na região de Lisboa e Vale do Tejo, ou seja, 4.018 milhões de euros.

De acordo com um comunicado de há minutos do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, na área de transportes e de mobilidade, a região Norte irá receber 3.531 milhões de euros de investimento, seguida da região Centro, com um total de 2.732 milhões de euros.

O Alentejo deverá ser beneficiado com investimentos de 1.982 milhões de euros, enquanto o Algarve será contemplado com 303 milhões de euros de investimento.

“O PNI 2030, que contempla os investimentos estruturais para a próxima década, tem precisamente entre os seus objetivos principais a promoção da competitividade da economia e das várias regiões, assim como o reforço da coesão territorial. Os diversos projetos e programas para as áreas da rodovia e ferrovia, setores aeroportuário e portuário e da mobilidade urbana totalizam 12.656 milhões de euros sendo que a sua distribuição Norte/Sul é muito equilibrada: 6.263 para as regiões Norte e Centro; 6.393 para as regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve”, avança o referido comunicado liderado pelo ministro Pedro Marques.

O comunicado do ministério do Planeamento e das Infraestruturas considera que a notícia de hoje do ‘Jornal de Notícias’, segundo a qual o ‘Plano do Governo privilegia Sul e Lisboa’ e ‘Investimento para o Norte é 48% menor que o doSul’, “não corresponde à verdade e deturpa gravemente o conteúdo e os propósitos do programa apresentado esta semana e entregue na Assembleia da República para debate”.

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