Pobreza energética: Portugal é o quinto país europeu onde cidadãos têm mais dificuldades em aquecer casas

A percentagem de portugueses que não conseguem aquecer a habitação da forma desejada tem vindo a descer mas ainda sobressai no quadro da União Europeia, de acordo com os dados do Eurostat.

Portugal é o quinto país da União Europeia onde as pessoas têm menos condições económicas para manter as casas devidamente aquecidas. Segundo os dados divulgados esta segunda-feira pelo Eurostat, 19% dos portugueses estão em situação de pobreza energética, isto é, têm dificuldades financeiras para que a sua habitação tenha temperaturas adequadas no inverno.

Pior que Portugal só a Bulgária (34%), a Lituânia (28%), a Grécia (23%) e o Chipre (22%). Já os austríacos, os finlandeses, os luxemburgueses, os holandeses, os estónios e os suecos são os europeus que – apesar de enfrentarem as temperaturas mais adversas da Europa – mais facilidade têm em aquecer as suas casas.

De acordo com o organismo de estatística da União Europeia, em 2018, 7% da população da comunidade única admitiu, num questionário, que não se podia dar ao luxo de aquecer sua casa o suficiente. O problema de pobreza energética tem, ainda assim, vindo a ser resolvido, tendo em conta que a percentagem de europeus com dificuldades em aquecer a casa tem vindo a descer desde que atingiu um valor histórico (a partir do ano em que há registos, 2006) em 2012 (de 11%).

Em 2017, já eram “apenas” 8% os inquiridos da União Europeia que não o conseguiam fazer de forma satisfatória. Nesse ano, Portugal encontrava-se igualmente em quinto lugar dos países onde mais se “batia o dente” em casa, com 20,4% dos inquiridos a admitirem ter problemas em aquecer a habitação como queriam. Apesar de ser um número significativo, dez anos antes, em 2007, eram 42% os inquiridos em Portugal que não conseguia manter a sua casa a uma temperatura confortável.

Bragança e Guarda estão hoje e amanhã sob aviso amarelo devido ao nevoeiro persistente. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê que as temperaturas mínimas no continente oscilem entre os -2 e os 9 graus e as máximas entre os 8 (Vila Real) e os 17 geaus (Faro).

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