Politécnico não estatal nasce em Lisboa

É uma das grandes novidades do ano letivo que arranca em setembro. Grupo Lusófona investe quatro milhões e impulsiona oferta.

Lusófona não é apenas um nome que remete para a lusofonia. É nome de universidade e inspira o novo projeto de ensino do grupo homónimo. O principal objetivo é ampliar a oferta de ensino politécnico de qualidade, abarcando áreas tão distintas como gestão, administração, comunicação, artes, ciências, engenharias, educação e saúde.

O novo Instituto já tem nome, IPLuso, arranca no próximo ano letivo 2019/2020 e os alunos interessados já podem formalizar a sua candidatura. Quando estiver em plena operação prevê-se que venha a ter uma comunidade de alunos na ordem dos cinco mil alunos.

Do Campo Grande ao Parque das Nações, a distância não é muita. O IPLuso vai ocupar um edifício na Rua do Telhal aos Olivais, perto do rio Tejo, onde o grupo Lusófona encontrou o espaço ideal para o novo o projeto, cuja consolidação envolve um investimento superior a quatro milhões de euros.

O IPLuso representa um duplo impulso, quer para o grupo onde está inserido, quer para o ensino politécnico português. Manuel José Damásio, administrador do Instituto e do grupo Lusófona, deixa isso muito claro: “A criação deste novo Politécnico insere-se não só no processo de consolidação da oferta educativa do Grupo Lusófona, mas também de crescimento do ensino politécnico enquanto vetor fundamental de desenvolvimento do ensino superior em Portugal”.

Ao todo, o instituto vai ter seis unidades orgânicas e novas ofertas formativas distribuídas por igual número de escolas: Escola de Educação da Lusofonia; Comunicação, Inovação e Artes; Engenharia e Tecnologias; Ciências da Administração; Escola Superior de Saúde, Proteção e Bem-Estar Animal; e Escola Superior de Saúde Ribeiro Sanches. Homenagem a um nome maior da medicina do século XVIII, que frequentou as Universidades de Coimbra e Salamanca, viveu na Rússia – onde foi médico e conselheiro da imperatriz Catarina – e veio a morrer em Paris.

A vocação do IPLuso é o ensino ao nível dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) e das Licenciaturas de 1º Ciclo. O novo estabelecimento de ensino, que estará igualmente vocacionado para a investigação aplicada, resulta da fusão de duas escolas, a ERISA – Escola Superior de Saúde Ribeiro Sanches, e o ISCAD – Instituto Superior de Ciências da Administração, e aumenta a oferta que já existia nesses dois estabelecimentos. Na área da Grande Lisboa, o IPLuso é o único projeto não estatal de grande dimensão e abrangência na vertente de ensino politécnico.

Em todo o caso, o braço Politécnico do grupo Lusófona não ficaria completo se não alargasse o projeto aos países de língua oficial portuguesa – um passo a dar no futuro, conforme avançou Manuel José Damásio ao Educação Internacional.

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