“Por que o gasóleo não está a acompanhar descida do barril de petróleo?”, pergunta ANTRAM ao Governo

A ANTRAM alerta para a “situação limite” em que se encontra o setor dos transportes, pressionado pelos custos “excessivos e incomportáveis” que não podendo ser suportados pelas empresas sozinhas, “terão necessariamente de o imputar ao consumidor”.

Atendendo à descida do preço do barril de petróleo e para os valores do gasóleo, que continuam elevados, sem acompanhar percentualmente a referida descida, a ANTRAM – Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias vem agora questionar o Governo sobre como pode esta situação continuar sistematicamente e que medidas tem a tutela em marcha para reverter a situação.

Sem encontrar “justificação possível” para este cenário, a associação sublinha que esta situação é visível concretamente no preço do barril que, a 15 de outubro, se situava nos 80,91 euros – rondando, nesta data, o preço médio do gasóleo os 1.404 euros/litro –, e que, um mês depois, a 14 de novembro, se encontra nos 65,58 euros – rondando o preço médio do gasóleo os 1.435 euros/litro.

“Apesar de estarmos perante uma descida superior a 15 euros, a realidade é que o preço do gasóleo pouco ou nada se alterou – neste caso vemos mesmo uma subida –, quando, na realidade, esta descida deveria (e teria obrigatoriamente) de se refletir (consideravelmente) no preço final do litro de gasóleo”, reforça a ANTRAM, em comunicado.

A manter-se esta situação, a associação alerta que estará está em causa a atuação do setor dos transportes, assim como “a sua sobrevivência e, necessariamente, o próprio crescimento da economia nacional”, razão pela qual, defende que ser urgente que o Governo intervenha e “operacionalize celeremente medidas que permitam às empresas de transportes e ao setor enfrentar e combater este flagelo”.

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