Portal da Queixa: estas são as marcas ‘campeãs’ das reclamações em Portugal

No primeiro trimestre de 2018, e face ao período homólogo, o Portal da Queixa registou um aumento na ordem dos 51% do número de reclamações relacionadas com o comércio electrónico que ultrapassam já as 2.450 queixas.

O Portal da Queixa, a maior rede social de consumidores do país, revela que nos três primeiros meses deste ano registou um aumento na ordem dos 51% do número de reclamações relacionadas com o comércio electrónico, num total de 2.452 queixas. Um aumento ”significativo” que o Portal da Queixa relaciona com o aumento na utilização da internet pelos portugueses para realização das suas compras. Nos vários setores, as reclamações somam 15.506. Qualquer coisa como 172 queixas por dia.

“Hoje em dia, a internet é uma das ferramentas mais utilizadas pelos portugueses, consequentemente, as experiências de consumo online aumentaram e, inevitavelmente, as reclamações também. No primeiro trimestre de 2018, registámos um aumento de 51% do número de reclamações relativas às compras online”, destaca Pedro Lourenço, CEO do Portal da Queixa.

O aumento das reclamações recebidas durante o período referido abrange diferentes setores de atividade, nomeadamente, Comércio Eletrónico, Correio Postal e Expresso, Comércio a Retalho, Serviços do Estado, Água, Eletricidade e Gás. As restantes reclamações subdividem-se pelas categorias de formação e educação, cultura e lazer, animais e serviços empresariais diversos.

Em termos globais, o número de reclamações recebidas pelo Portal da Queixa ascendeu a 15.506, um aumento de 43% face às 10.830 queixas registadas no primeiro trimestre do ano passado.

De acordo com o fundador da maior rede social de consumidores, “existem inúmeros motivos para os portugueses reclamarem, mas na sua maioria estão relacionados com os atrasos nas entregas de encomendas, mau serviço prestado, como burlas ou esquemas fraudulentos online, entre outros.”

O número mais significativo de reclamações registou-se também  ao nível das operadoras de tv, net e telefone: 2.610 queixas, seguindo-se as verificadas no correio posta e expresso (2.119), no comércio a retalho (2.079), nos serviços do Estado (1.848) e na categoria de água, luz e gás (1.247)

Já nos transportes públicos de passageiros, foram encaminhadas para o Portal da Queixa 977 queixas, mais 59% face a igual período do ano passado. E na banca e produtos financeiros as reclamações somaram 631, mais 89% face ao primeiro trimestre de 2016.

MEO é a marca com mais reclamações

Nas marcas e entidades com mais reclamações, o Portal da Queixa destaca, por sua vez, a MEO com 1.404 reclamações nos três primeiros meses deste ano, seguindo-se os CTT (1.350), a NOS (629), a segurança social (573), a Vodafone (374), a Worten (343) e a EDP Comercial (3159 no top 7 das marcas e entidades com mais queixas.

Segurança social lidera queixas

Ao nível de entidades públicas mais reclamadas entre janeiro e março deste ano, a lista de queixas é liderada pela segurança social com 573. Outras entidades foram ainda alvo de reclamações como o Centro Nacional de Pensões (179), o SNS (173), a ADSE (121) e o  Instituto da Mobilidade e dos Transportes (113).

Com menos de uma centena de queixas surgem depois a Autoridade Tributária (92), o Ministério da Educação e Ciência ( e o Instituto de Registos e Notariado, igualmente com 68 queixas, seguindo-se outras entidades públicas como o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) com 57 reclamações e a Câmara Municipal de Lisboa com 55 reclamações.

 

Ler mais
Recomendadas

Um ministro das Finanças e um orçamento comum, as receitas de Blanchard para a Zona Euro

O antigo economista-chefe do FMI traçou o caminho para uma política monetária e orçamental mais coordenada para a zona euro. Além da criação de um posto de ministro das Finanças, Olivier Blanchard disse que é essencial agilizar as políticas sobre o défice e sugeriu um orçamento comunitário comum.

Governo estuda emissão de obrigações para empresas industriais

O Governo está a estudar lançar emissões de obrigações agrupadas para vários setores, nomeadamente o industrial, depois de anunciar hoje uma operação destinada a empresas de turismo, de acordo com o ministro Adjunto e da Economia.

“A economia está a arrefecer”, alerta banco central da Alemanha 

O Bundesbank, banco central alemão, considerou esta segunda-feira que a economia da Alemanha está a abrandar após um período de grande prosperidade, mas espera uma estabilização no segundo semestre do ano.
Comentários