Porto de Sines resiste nos contentores no primeiro semestre de 2020

Administração relata quebra de 2% na carga contentorizada nos primeiros seis meses do ano, uma redução que sobe aos 12,7% no total da carga movimentada face ao período homólogo de 2019.

“O porto de Sines resistiu à tendência de quebras acentuadas na movimentação de contentores a nível global, registando uma diminuição acumulada de 2% nos primeiros seis meses deste ano”, destaca um comunicado da APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve, sem adiantar os valores específicos da movimentação de carga.

De acordo com esse documento, “se o primeiro trimestre foi até bastante positivo, o segundo foi afetado pelo impacto da pandemia na economia mundial”, recordando que “o terminal XXI do Porto de Sines está inserido nas cadeias logísticas globais, absorvendo parte das oscilações deste mercado a nível internacional”.

“As perspetivas para o segundo semestre passam pela manutenção dos volumes do ano anterior no segmento da carga geral, nomeadamente no que respeita à carga contentorizada, e da contínua redução de movimentação de combustíveis fósseis, contribuindo para um planeta mais sustentável”, adianta a APS.

Segundo os responsáveis desta empresa pública, “o primeiro semestre de 2020 veio confirmar a tendência para a redução da movimentação de combustíveis fósseis no porto de Sines, alinhando-se aos desafios colocados no ‘Pacto Ecológico Europeu'”.

“Enquanto principal porta nacional de entrada de produtos energéticos no país, o impacto da necessária descarbonização da economia é um processo consciente e cujos efeitos estão a ser minimizados através da promoção da atração de outros tipos de cargas”, assegura o referido comunicado.

A APS acrescenta que, “(….) com a paragem das centrais termoelétricas nacionais, o porto de Sines deixou de movimentar quase dois milhões de toneladas de carvão, em comparação com o semestre homólogo anterior”.

“Por outro lado, a redução da movimentação de ‘crude’ derivado à diminuição da procura de combustíveis (gasolina e gasóleo), no contexto do confinamento motivado pela Covid-19, teve um impacto de quase um milhão de toneladas na movimentação de granéis líquidos, com o Gás Natural Liquefeito a manter os níveis de movimentação do semestre homólogo anterior”, explica a APS, referindo que, “já a movimentação do segmento de carga geral, no qual se inclui a carga contentorizada, manteve-se praticamente inalterada”.

“Assim, o conjunto dos três segmentos de mercadorias registou no primeiro semestre de 2020 uma redução de 12,7% em relação ao mesmo período do ano anterior”, conclui o comunicado da APS.

 

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