Porto de Sines vai fechar 2020 com crescimento de 10% na carga contentorizada

Desta forma, o porto de Sines deverá encerrar o presente com um total de cerca de 1,565 milhões de TEU movimentados, mesmo assim abaixo do seu máximo histórico.

Visita do Secretário da Energia dos EUA a central de Sines | Cristina Bernardo

O presidente do porto de Sines, José Luís  Cacho, revela que o porto alentejano vai fechar o exercício do ano presente com um acréscimo de 10% na carga contentorizada face aos números verificados em 2019.

Ao fazer um balanço de 2020 e a perspetivar o próximo ano de 2021, o presidente da APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve, assegura que o porto alentejano vai recuperar em relação ao ano passado, em que registou um total de cerca de 1,4 milhões de TEU (medida padrão equivalente a contentores com 20 pés de comprimento), o que representou uma quebra de 18,7% face a 2018.

Desta forma, o porto de Sines deverá encerrar o presente com um total de cerca de 1,565 milhões de TEU movimentados, mesmo assim abaixo do seu máximo histórico.

Num comunicado da APS, José Luís Cacho lembra as dificuldades vividas no ano que termina daqui a menos de três semanas e frisa que “2020 tem sido um ano muito duro para todos os portugueses”.

“Na adversidade que inopinadamente nos bateu à porta, soubemos, na APS, fazer das dificuldades desafios. O lema, seguido pela valorosa equipa da empresa, consistiu em ‘NUNCA BAIXAR OS BRAÇOS’”, sublinha este responsável.

José Luís Cacho acrescenta que “por termos sabido resistir, vamos crescer perto de 10% na carga contentorizada, a que somaremos outros resultados positivos também”.

“Presencialmente, uns, em teletrabalho outros, aproveitámos para trabalhar com afinco no Plano Estratégico 2020-2030, documento que sinaliza uma mudança de peso no rumo a tomar na próxima década”, garante.

“As alterações climáticas bateram-nos à porta com fragor, a descarbonização da economia avança inexoravelmente; tendo, a energia, um peso significativo no porto de Sines, é evidente a imperiosa necessidade de nos adaptarmos, procurando novos caminhos” destaca o presidente da APS, considerando ter, no Plano Estratégico, resposta a “estes desafios exigentes, porque não vislumbramos outra alternativa que não seja a de avançar”.

Sobre os projetos em curso no porto de Sines, José Luís Cacho afirma: “Resistimos, associando-nos aos principais portos do mundo na resiliência face à pandemia; a expansão do Terminal XXI foi adjudicada; arrancou a Janela Única Logística (JUL); no ramal ferroviário do porto de Sines prosseguem as obras de requalificação, a par da boa notícia referente ao lançamento de dois concursos públicos para a modernização da ligação ferroviária entre Sines e a Linha do Sul”.

No balanço das iniciativas desenvolvidas ao longo do ano, o presidente da APS realça ainda a “integração da CPLS [Comunidade Portuária de Sines] no projeto europeu PLANET”.

A concluir, José Luís Cacho evidencia a determinação para vencer os desafios que se colocarão no próximo ano e declara que “não só queremos, como já estamos a afirmar Sines como um porto para o Mundo, trazendo o Mundo para o porto”.

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