Portugal abaixo da média europeia na percentagem de jovens em regime trabalhador-estudante (com áudio)

Enquanto que em países como a Holanda, Dinamarca e Alemanha mais de 35% dos jovens a estudar trabalha em simultâneo, em Portugal essa percentagem não chega aos 10%. Média europeia situa-se nos 18%.

O ritmo de transição da escola para o mercado de trabalho varia consoante os Estados-membros da União Europeia, não só devido aos sistemas educativos nacionais, mas também devido às características do mundo do trabalho e da cultura.

Na verdade, de acordo com os dados divulgados pelo gabinete de estatísticas europeu, esta quinta-feira, ficamos a saber que em alguns países, os jovens começam a trabalhar muito mais cedo do que em outros. Em nações como a Holanda, 57,8% dos jovens, entre os 15 e os 24 anos, que estudam também têm um emprego, uma tendência que também se verifica na Dinamarca (45,8%), Alemanha (38,7%) e Áustria (35.2 %).

Por sua vez, a percentagem de jovens em regime trabalhador-estudante, entre os 15 e os 24 anos, cai na Croácia e Hungria (ambos com 3,3%), em Itália (3%) e na Eslováquia e Roménia (2,5%).

Ambos os cenários contrastam da média da União Europeia onde, em 2020, em média, 18,4% dos jovens dos 15 aos 24 anos que estavam a estudar estavam simultaneamente a trabalhar e 2,5% estavam a estudar e à procurar trabalho. Esses valores representam, respetivamente, um recuo de 3% (de 6,1 milhões de jovens em 2019 para 5,9 milhões em 2020) e um aumento de 16% face a 2019 (mais 199 mil jovens à procura de emprego do que em 2019).

Quanto à situação de Portugal, os dados divulgados pelo Eurostat embora não sugiram uma percentagem específica, sugerem que a percentagem de estudantes a trabalhar não chega aos 10%, posicionando o país no fim da tabela, à frente da Republica Checa, Grécia e Bulgária.

No que toca aos jovens estudantes que estavam à procura de emprego em 2020, entre os Estados-membros a maior percentagem verificou-se na Suécia, onde a média sugeriu que 12,1% dos jovens se encontravam nessa situação. Uma tendência assistida também na Finlândia (9,5%), bem como a Dinamarca e a Holanda (ambas com 6,3%). Do outro lado da tabela, Eslovénia, Itália, Roménia, República Checa e Croácia ocupam os últimos lugares, uma vez que têm todas menos de 1% dos seus jovens estudantes sem emprego.

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