Portugal com mais divórcios, menos casamentos e mais imigrantes em 2019, revela INE

Habitantes e imigrantes permanentes aumentaram em termos homólogos em 2019 em Portugal, de acordo com os dados do INE. O ano passado ficou igualmente marcado pela redução do número de mortes, um aumento nos divórcios e uma redução no número de casamentos.

Portugal conseguiu reter mais imigrantes permanentes, assistiu a menos casamentos e viu os divórcios aumentar em 2019. Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) dizem respeito a 2019 e a indicadores homólogos face a 2018, tendo sido divulgados esta sexta-feira. Os dados demográficos mostram ainda que a população em Portugal teve um crescimento de 19.292 habitantes em 2019 em comparação com 2018.

Entraram quase 73 mil imigrantes permanentes

Os dados do INE apontam que “durante 2019, tenham entrado em Portugal 72.725 imigrantes permanentes, mais 68,5% que em 2018 (43 170), e tenham saído 28.219 emigrantes permanentes, menos 10,7% que em 2018 (31 600)”. Desta forma, “o saldo migratório foi positivo pelo terceiro ano consecutivo”. Ainda no ano de 2019, mais 5,6% estrangeiros conseguiram nacionalidade portuguesa.

Menos casamentos, mais divórcios

O ano de 2019 foi marcado por menos casamentos e mais divórcios, de acordo com o INE. Em Portugal, registaram-se 33 272 casamentos, um recuo de 3,9% . Por sua vez, o número de divórcios aumentou 0,4%, para 20 421. O ano passado, a idade média para casar era 33,9 anos para os homens e 32,4 anos para as mulheres. Quanto aos divórcios, os homens escolheram terminar o matrimonio com 47,6 anos e as mulheres com 45,2″.

Mais 20 mil habitantes em Portugal

Segundo o INE, “em 2019, a população residente em Portugal foi estimada em 10,295.909 pessoas, o que representa um aumento de 19.292 habitantes relativamente ao ano anterior, após nove anos de decréscimo populacional”. O número de mortes reduziu 1,1%, em comparação com 2018 e o número de  óbitos correspondeu a 111 793. O número de óbitos infantis foi 246 e a taxa de mortalidade infantil sofreu uma queda para 2,8 % óbitos por mil nados-vivos, quando em 2018 era de 3,3%.

O número de nascimentos diminuiu 0,5 %, em relação a 2018, tendo nascido 86579 crianças. A idade média das mães ao nascimento do primeiro filho foi de 29,9. Embora a redução no número de nados-vivos “o índice sintético de fecundidade registou um aumento para 1,42 filhos por mulher” face aos “1,41 em 2018”.

 

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