Portugal com situação epidemiológica “estável” e “transmissão comunitária de moderada intensidade”

O risco de transmissão é agora de 0,98 a nível nacional, mantendo-se abaixo do valor crítico de 1 em todas as regiões do país a exceção do Norte. A estirpe britânica continua a predominar e a testagem tem vindo a aumentar, informa o relatório.

A situação epidemiológica em Portugal é considerada estável e com um risco de transmissão na comunidade moderado, ainda que com tendência decrescente. Em mais um relatório semanal de monitorização das linhas vermelhas definidas para a gestão da pandemia, a Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Instituto Dr. Ricardo Jorge (INSA) destacam ainda a baixa pressão nos cuidados de saúde do país.

A média a 14 dias de novos casos de infeção situou-se nos 74 por cada 100 mil habitantes, informa a nota, sendo que as incidências se repartem por faixa etária entre os 122 casos por 100 mil habitantes na população com 30 a 35 anos, onde se regista o valor mais elevado, e os 36 casos por 100 mil habitantes na faixa etária dos maiores de 85 anos.

Esta situação reflete-se num risco de transmissão, o famoso R(t), de 0,98 a nível nacional, ficando abaixo de 1 para a generalidade do território, exceto no Norte. Este indicador apresenta igualmente uma tendência decrescente que, a manter-se, colocaria o país nos 60 casos por 100 mil habitantes dentro de um a dois meses.

Em termos de testagem, o número de testes realizados tem vindo a aumentar, sendo que a proporção de positivos se mantém bem abaixo da linha vermelha de 4%, sendo agora de 1,3%. O relatório faz ainda saber que todos os casos confirmados na última semana foram isolados em menos de 24 horas após a notificação, sendo que 89,3% dos contactos reportados pelos pacientes foram também rastreados e isolados.

A estirpe britânica continua a ser a predominante em Portugal, tendo sido responsável por 82,9% dos casos confirmados em março. Já a sul-africana contabilizou 54 casos, com uma prevalência de 2,5% em março, enquanto que a de Manaus, no Brasil, foi confirmada em 29 casos, com uma prevalência de 0,4% no mês passado.

O número de camas ocupadas está igualmente abaixo do nível crítico definido pelas autoridades de saúde, que se situa nas 245 camas de cuidados intensivos com pacientes Covid-19. Atualmente, e segundo o último boletim epidemiológico da DGS, havia 98 internados em unidades de cuidados intensivos, resultantes de 384 internamentos, o que constitui descidas de seis e 11 pacientes em relação às 24 horas anteriores.

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