Portugal condena de forma “veemente” o ataque às instalações petrolíferas da Arábia Saudita

Esta segunda-feira, os mercados acordaram com uma subida de 20% do preço do petróleo depois de se saber que as instalações da Aramco, a petrolífera estatal da Arábia Saudita, foi severamente afetada por um ataque de drones levado a cabo por um grupo de Houthis, do Iémen, e que são pró-Irão.

O ministério dos Negócios Estrangeiros condenou de “e forma veemente o ataque perpetrado sobre instalações petrolíferas da Aramco na Arábia Saudita”.

Em comunicado enviado às redações esta segunda-feira, o ministério liderado por Augusto Santos Silva, disse que os “sucessivos ataques em solo saudita sobre infraestruturas civis” são motivo de preocupação e que foram perpetrados “em clara violação do Direito Internacional e dos esforços pela segurança regional no Golfo”.

“Portugal apela à contenção de todas as partes envolvidas e insta ao diálogo como forma de reduzir as tensões na região”, lê-se na nota.

Esta segunda-feira, os mercados acordaram com uma subida de 20% do preço do petróleo depois de se saber que as instalações da Aramco, a petrolífera estatal da Arábia Saudita, foi severamente afetada por um ataque de drones levado a cabo por um grupo de Houthis, do Iémen, e que são pró-Irão.

O ataque prejudicou a produção do maior produtor de crude do mundo que viu a sua capacidade produtiva cair de 9,8 milhões barris por dia para 4,1 milhões, o que representa uma quebra de 5% da oferta de “ouro negro” a nível mundial.

Ao longo do dia, o preço do “ouro negro” diminui, mas ainda em clara alta. Às 15h20, horas portuguesas, o Brent, referência mundial, subia 10,40%, para 66,48 dólares, enquanto o West Texas Intermediate, referência para o mercado norte-americano, avançava 9,74%, para 60,14 dólares.

 

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