Portugal é 6º melhor país do Mundo para as mulheres empreendedoras

As mulheres empreendedoras prosperam melhor nas economias mais desenvolvidas, em termos globais, como se pode observar nos três principais mercados do Index – Nova Zelândia (74,2 pontos, 1º), Suécia (71,3, 2º) e Canadá (70,9, 3º), facto que se fica a dever, quando comparadas com as suas pares e mercados emergentes, com maiores oportunidades de acesso a um conjunto vasto de recursos, incluindo programas académicos, oportunidades de formação, acesso a capital e serviços financeiros.

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Portugal é um dos países com as melhores oportunidades e condições de apoio para as mulheres prosperarem enquanto empreendedoras, de acordo com o Mastercard Index para o Empreendedorismo Feminino, posicionando-se em 6º lugar, atrás de Singapura e Estados Unidos e à frente da Austrália, Bélgica ou o Reino Unido, diz. Os primeiros lugares são aqui ocupados pela Nova Zelândia ( 74,22), pela Suécia (71,3); pelo Canadá (70,9) e os Estados Unidos (70,8).

Portugal surge ainda no 10º lugar quanto ao nível do número de mulheres proprietárias de negócios, ao representarem 28% do total, abaixo da Roménia e de Espanha.  Um ranking que surpreendentemente é liderado pelo Gana (46,4%); pela Rússia (34,6%) e pelo Uganda (33,8%).

De acordo com a segunda edição do Mastercard Index – que acompanhou o progresso e resultados de mulheres empresárias em 57 países de cinco regiões geográficas – “o principal obstáculo ao empreendedorismo feminino em todo o mundo é o preconceito de género, presente quer em mercados emergentes como em mercados desenvolvidos”, diz a Mastercard em comunicado.

Martina Hund-Mejean, Diretora Financeira da Mastercard explica na nota que “apesar das mulheres terem feito avanços notáveis como empresárias em todo o mundo, existe ainda um trabalho árduo que tem de ser feito para que possam atingir todo o seu potencial. Acreditamos que, ao ajudarmos a dar visibilidade à causa e chamarmos a atenção para estes seus esforços, estamos a contribuir para que estas mulheres, na sua tentativa de gerirem negócios bem-sucedidos, possam viver vidas mais gratificantes”.

O Index recorreu à análise de três domínios – progressão das mulheres ao nível empresarial; recursos financeiros e de aprendizagem; e condições de apoio ao nível governamental –, através de 12 indicadores e 25 sub-indicadores das 57 economias que representam, globalmente, 78,6% da força de trabalho feminina.

Os mercados mais desenvolvidos com condições favoráveis de formação não são imunes à tendência de preconceito para com o empreendedorismo feminino. O Japão que, por exemplo, registou o maior declínio neste ranking (passando de 55,4 a 51,1, 46º) – arrastado pelo declínio significativo na percentagem de mulheres empresárias (-30,9).

Principais conclusões do estudo:

De que sobrevivem as empresas bem-sucedidas? Uma poderosa combinação que agrega o acesso a serviços e produtos financeiros; a facilidade em fazer negócios e o forte apoio às PME; e o apoio ao nível governamental, como pode ser observado na Nova Zelândia (74,2 pontos, 1º), Suécia (71,3, 2º), Canadá (70,9, 3º), Estados Unidos (70,8, 4º) e Singapura (69,2, 5º).
O empreendedorismo constitui uma oportunidade para as mulheres, como se observa nas Filipinas (68.0, 9º), Botswana (66.5, 14º), Tailândia (65.8, 15º), Polónia (65.4, 19º) e Costa Rica (65.0, 20º). Apesar das condições de apoio para o empreendedorismo serem ténues, verifica-se uma forte representação de líderes femininas a nível empresarial, profissional e técnico, dado o ambiente ser propenso a uma postura de respeito pelo sucesso empresarial e profissional.
A Coreia (53,2 a 57,2, 44º) foi o país com a maior subida na pontuação do Index, em reflexo do crescimento do número de mulheres empreendedoras no tecido empresarial coreano, o qual pode ser explicado pelas percepções positivas relativas a mulheres executivas bem-sucedidas e pela criação de um grupo de trabalho para a igualdade de género.
O crescimento das mulheres empresárias foi limitado, por um ou mais obstáculos, em quase todas as 57 economias cobertas pelo estudo. O principal factor obstruidor desta evolução é a percepção de desigualdade de género, com múltiplas implicações que conduzem à falta de autoconfiança, aceitação social e cultural mais baixa, e até mesmo incapacidade de acesso a financiamento ou capital de risco.
A falta de autoconfiança pode ser especialmente expressiva, dissuadindo muitas mulheres de se lançarem os seus próprios negócios. Em mercados como os da Bélgica (25,5%, 22º), Alemanha (25,3, 24º) e Reino Unido (25,0, 27º), a percentagem de participação das mulheres nas empresas foi menor do que o esperado, apesar dos sistemas de regulamentação eficientes existentes e do fácil acesso a vários recursos.
Em mercados que são estimulados pela necessidade, como a Indonésia (62,4, 30º), Gana (61,5, 33º), Brasil (61,1, 35º), México (60,2, 38º), Uganda (57,6, 43º) e Nigéria (56,4, 45º), as mulheres têm a mesma probabilidade que os homens de se envolverem no empreendedorismo. Esses negócios tendem a assumir a forma de auto-emprego, provavelmente no setor informal, menos tecnológico e de pequena escala.
Apesar de países situados da região do Médio Oriente e África, como os Emirados Árabes Unidos (49,5, 49º), a Tunísia (45,2, a 51ª) e a Arábia Saudita (39,3, 54º), terem ocupado algumas das posições mais baixas do Index, também registaram as expectativas de crescimento médio mais altas, em 37%. Nos Emirados Árabes Unidos e na Tunísia, por exemplo, mais de metade das mulheres empresárias esperam contratar mais de 6 funcionários nos próximos 5 anos.

 

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