Portugal é o mercado externo mais atrativo para as sociedades de advogados de Espanha

Portugal é visto como um lugar prioritário e de elevado crescimento para as sociedades de advogados do país vizinho, em especial os da área jurídica, com as cidades de Lisboa e Porto a serem as mais procuradas.

Portugal é visto como o mercado externo mais atrativo para as sociedades de advogados de Espanha. As cidades de Lisboa e Porto são aquelas que apresentam melhores números fora do país vizinho para as sociedades espanholas, que consideram Portugal um local prioritário e impulsionado pelo seu elevado crescimento, segundo revelou o jornal “Expansión” na terça-feira.

Esta expansão começou em 2001, quando a Uría Menéndez obteve autorização para ser o primeiro escritório de advocacia estrangeiro a prestar os seus serviços em Portugal. Quase vinte anos depois, conta com 113 advogados e 20 sócios no seu escritório de Lisboa que faturou no ano passado, 32,74 milhões de euros, o que representou 13,6% do total da receita anual da empresa, mais 7% em relação a 2017.

A entrada da Uría Menéndez abriu portas a um mercado que hoje é visto como fundamental no setor jurídico espanhol.

Já a Garrigues em 2018, após 14 anos de presença em Portugal, registou um crescimento no seu volume de negócios de 16%. Além disso, os seus escritórios em Lisboa e no Porto foram os que apresentaram os melhores números na empresa fora de Espanha.

Por sua vez, a Cuatrecasas considera-se “uma empresa ibérica”, e destaca o papel da capital portuguesa da empresa, que no ano passado aumentou o seu volume de vendas em 7,8%. A Cuatrecasas obteve um crescimento de 12% na facturação bruta em Portugal.

Foi o crescimento mais elevado da década para esta sociedade de advogados, que também cresceu 12% globalmente, ou seja, nas diversas jurisdições em que mantém actividade. Atualmente, a Cuatrecasas conta com um total de 140 advogados no país, distribuídos entre Lisboa e o Porto.

A Gómez-Acebo & Pombo, por seu turno, diz que o sucesso do seu escritório de Lisboa é devido ao facto de que “ao contrário do que acontece em Londres ou Nova Iorque, em Lisboa aconselhamos a lei portuguesa e temos advogados do país”, o que de acordo com a empresa ajuda a explicar os 6,4 milhões de euros faturados em território português, 10,3% da faturação total.

Em 2018, a Ecija faturou 3,5 milhões de euros no seu escritório de Lisboa, o que representou um crescimento de 72,50% em relação a 2017, valor que equivale a 7,8% do seu volume de negócios.

Para a Broseta, “Portugal é um enclave estratégico para muitos dos nossos clientes europeus, que querem operar na África ou na América Latina”, e onde o escritório de Lisboa registou quase um milhão de euros, o equivalente a 3,5% do total do volume de negócios deste escritório.

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