Portugal paga taxas mais negativas para emitir 1.750 milhões de dívida a curto prazo

No primeiro leilão de Bilhetes do Tesouro do ano, Portugal emitiu o montante máximo pretendido ao colocar 1.250 milhões de euros a um ano e 500 milhões a seis meses. Em ambos casos, a taxa caiu face a um leilão em setembro

Portugal pagou esta quarta-feira taxas mais negativas do que no último leilão para emitir Bilhetes do Tesouro (BT) a seis e 12 meses. Num leilão duplo, o IGCP- Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública emitiu 1.750 milhões de euros, o montante máximo pretendido.

O Tesouro colocou 1.250 milhões de euros em dívida a 12 meses, tendo pago uma taxa média ponderada de -0,482%, que compara com os -0,44%, registados no último leilão, que teve lugar em setembro.

Nas BT a seis meses, o IGCP emitiu 500 milhões de euros, com uma yield de -0,487%, face aos -0,463%, registados no leilão de setembro.

A procura superou oferta em 1,78 vezes na maturidade mais longa, face a 2 vezes em setembro, enquanto no prazo mais curto o bid-to-cover ratio foi de 2,24 vezes, o que compara com os 4,70 no leilão anterior.

Segundo o programa de financiamento para 2020, o IGCP espera angariar 1,3 mil milhões de euros através da emissão de BT. No primeiro trimestre, prevê angariar até 4.500 milhões de euros na emissão de dívida a curto prazo, tendo um outro leilão duplo previsto para 19 de fevereiro e outro para 18 de março.

Na semana passada, o Tesouro realizou uma venda sindicada na pagou 0,45% para emitir quatro mil milhões de euros Obrigações do Tesouro a dez anos, com maturidade em 2030. A procura foi seis vezes superior à oferta e ascendeu aos 23 mil milhões de euros.

[Atualizada às 12h14]

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