Portugal quer que 30% do seu espaço marítimo seja área protegida até 2030

Com este novo compromisso, os oceanos deixam de ser uma vítima do aquecimento global e passam a ser uma solução. O documento foi assinado, esta segunda-feira, por 14 países durante uma reunião à Cimeira do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque.

Portugal é um dos 14 países que assinaram um compromisso para uma ação climática com base no oceano, incluindo no plano de ação está urgência em classificar 30% do seu espaço marítimo como área protegida até 2030 e garantir que 10% da energia consumida no país seja produzida através de eólicas offshore ou através da energia das ondas, avança o jornal Público.

O documento foi assinado esta segunda-feira, durante uma reunião do Painel de Alto Nível para uma Economia do Oceano Sustentável (High Level Panel for a Sustainable Ocean Economy) que está reunido em Nova Iorque à margem da Cimeira do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU). Na lista de assinantes, para além de António Costa, constam os representantes da Noruega, Austrália, Japão, Quénia, México, Namíbia, Chile, Indonésia, Palau, Fiji, Gana, Canadá e Jamaica. Todos juntos representam cerca de 30% da linha costeira mundial, 30% das Zonas Económicas Exclusivas globais ou 20% da frota de navios em todo o mundo.

De acordo com o jornal Público, entre os compromissos mais emblemáticos assumidos por Portugal está a intenção de classificar 30% do espaço marítimo nacional como áreas marinhas protegidas (AMP) até 2030, ou seja aumentar os esforços que já haviam sido assumidos anteriormente. Atualmente, as AMP ocupam apenas 7% do espaço marítimo nacional e em junho, por ocasião da Conferência das Nações Unidas para o Oceano, Portugal apresentou como compromisso a classificação de pelo menos 14% do espaço marítimo sob jurisdição nacional como área marinha protegida. Agora pretende duplicar essa área e chegar as 30% em apenas uma década.

Um outro compromisso assinado por Portugal é garantir que, até 2030, 10% da electricidade consumida por Portugal tenha por base a energia eólica e das ondas offshore em plataformas flutuantes. O documento visa desenvolver um modelo de financiamento sustentável de forma a que as energias renováveis ​​oceânicas sejam capazes de suprir 25% do consumo anual nacional de electricidade podendo, assim, substituir quase todo o carvão no mix nacional de electricidade.

Assim, cada um dos assinantes do documento comprometeu-se com medidas concretas para desenvolver na próxima década, reconhecendo o oceano como uma das principais fontes de soluções, pelo seu papel fulcral no combate às alterações climáticas, nomeadamente como regulador climático do planeta ou pelo grande poder de absorção de CO2.

Recomendadas

Chevron valoriza mais de 10% na Bolsa de Nova Iorque depois de ter suspendido produção de petróleo em Cabinda

A estratégia seguida pelo presidente e CEO da petrolífera Chevron, Michael Wirth, para enfrentar a crise gémea da Covid-19 e da guerra de cotações no petróleo vai além da suspensão da produção em blocos offshore, como aconteceu em Cabinda, Angola. Passa pela forte redução dos investimentos e pela venda de ativos, como é o caso das participações no Azerbaijão, que devem ser vendidas em abril.

Colapso da procura de petróleo equivale a um quinto do consumo global

A agência Bloomberg avança com um intervalo de valores que é credível para os traders do sector: o colapso da procura pode quantificar-se num quinto do consumo global, o que corresponde ao intervalo entre 10 e 20 milhões de barris por dia. Na crise petrolífera de 1980, a contração foi de 2,6 milhões de barris por dia.

Petróleo em mínimos de 18 anos leva o Kremlin a declarar que “está muito barato”

Com os futuros do Brent e do WTI a serem negociados, respectivamente, a 26,24 e 23,08 dólares por barril, a Rússia dá indicações – pela primeira vez na crise do Covid-19 – de que chegou ao limite da sua tolerância à descida dos preços do ouro negro.
Comentários