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Portugal recompra 1.046 milhões de euros em OT que venciam nos próximos dois anos

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP foi esta quarta-feira ao mercado para recomprar 1.046 milhões de euros de três linhas de Obrigações do Tesouro com maturidade em 2026 e 2027. As três linhas são OT 2,875% 21Jul2026, OT 4,125% 14Abr2027 e OT 0,70% 15Out2027.
17 Dezembro 2025, 13h01

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP foi esta quarta-feira ao mercado para recomprar 1.046 milhões de euros de três linhas de Obrigações do Tesouro com maturidade em 2026 e 2027. As três linhas são OT 2,875% 21Jul2026, OT 4,125% 14Abr2027 e OT 0,70% 15Out2027.

Da primeira linha o IGCP recomprou 365 milhões de euros. Isto é, da linha OT 2,875% 21Jul2026, com vencimento a 21 de julho do próximo ano. No caso das outras duas linhas, que atingem os prazos em abril e outubro de 2027 foram reembolsados antecipadamente 566 milhões de euros (na primeira) e 115 milhões de euros (na segunda).

De acordo com o plano para 2026, divulgado pelo IGCP. É esperada a emissão bruta de 24 mil milhões de euros em OT para fazer face a necessidades de financiamento líquidas do país de 13 mil milhões de euros.

Na recompra das OT 2,875% 21Jul2026 (365 milhões recomprados) o preço foi de 100,510% (ligeiramente acima do cupão); na recompra das OT 4,125% 14Abr2027 (566 milhões recomprados o preço foi 102,665%; e na recompra das OT 0,700% 15Out2027 (o montante recomprado ascendeu a 115 milhões de euros) e o preço foi 97,530%.

Os preços indicados referem-se à percentagem do valor nominal (valor de face) que o Estado Português pagou para recomprar a sua própria dívida antes do prazo de vencimento.

Paulo Monteiro Rosa, Economista Sénior do Banco Carregosa, comentou a operação de recompra Obrigações do Tesouro. “Esta operação de recompra teve como principal objetivo a gestão ativa da dívida pública, permitindo ao Estado português reduzir e suavizar os reembolsos futuros, em particular nos anos de 2026 e 2027, que concentram montantes de amortização relativamente elevados, através da antecipação da amortização de Obrigações do Tesouro com vencimentos relativamente próximos”.

“Apesar de o montante total recomprado, no valor de 1.046 milhões de euros, representar uma parte relativamente pequena do montante em circulação das respetivas séries e maturidades, a operação contribuiu para a gestão gradual do perfil de amortizações. Assim, nesta operação, o IGCP recomprou 365 milhões de euros da OT 2,875% com vencimento em 21 de julho de 2026, ao preço de 100,510%, de 566 milhões de euros da OT 4,125% com vencimento em 14 de abril de 2027, ao preço de 102,665%, e de 115 milhões de euros da OT 0,700% com vencimento em 15 de outubro de 2027, ao preço de 97,530%”, acrescenta.

Paulo Monteiro Rosa diz que “ao recomprar estes títulos, o IGCP contribuiu para uma maior previsibilidade do perfil de amortizações, para a redução dos riscos associados à concentração de vencimentos e para o reforço da liquidez e eficiência do mercado de dívida pública”.

“Os preços praticados na recompra foram, em termos gerais, semelhantes aos negociados no mercado secundário, refletindo condições de mercado normais e assegurando uma execução eficiente da operação”, conclui.

“Adicionalmente, esta intervenção enquadra-se na estratégia global de financiamento do Estado, promovendo uma gestão prudente e sustentável dos custos e riscos da dívida soberana”, diz ainda o economista.

(atualizada com o comentário de Paulo Monteiro Rosa, Economista Sénior do Banco Carregosa)


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