Portugal regressa ao mercado na próxima semana para angariar até 1.250 milhões de euros

Tesouro avança com leilão duplo de Bilhetes do Tesouro na próxima quarta-feira, com um montante indicativo entre mil milhões e 1.250 milhões de euros.

Cristina Bernardo

O IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP vai emitir até 1.250 milhões de euros, na próxima quarta-feira, num leilão duplo de dívida a três e 11 meses.

A entidade presidida por Cristina Casalinho informou que o leilão das linhas de Bilhetes de Tesouro “com maturidades em 17 de julho de 2020 e 19 de março de 2021” tem um montante indicativo global entre mil milhões e 1.250 milhões de euros.

No último leilão comparável, a 19 de fevereiro, o Tesouro colocou 950 milhões de euros em dívida a 11 meses, tendo pago uma taxa média ponderada de -0,484%, com a procura a superar a oferta em 1,47 vezes. Já na emissão de BT a três meses, emitiu 300 milhões de euros, com uma yield de -0,50%, tendo a procura superado a oferta em 3,49 vezes.

Na atualização das linhas de financiamento para o segundo trimestre, que prevêem um acelerar do programa devido ao impacto da Covid-19, o IGCP informou que em 2020, o financiamento líquido resultante da emissão de Bilhetes de Tesouro (BT) registará um acréscimo de 1,3 mil milhões de euros, previsto na projeção inicial, para 3,1 mil milhões de euros, ou seja, um aumento do financiamento líquido de BT em 139% este ano face ao inicialmente previsto.

No primeiro trimestre, a agência liderada por Cristina Casalinho emitiu 4 mil milhões em BT, enquanto no período homólog em em 2019, o Tesouro tinha emitido 4,2 mil milhões de euros em dívida curto prazo.

A última vez que Portugal foi ao mercado foi a 31 de março para uma emissão de dívida sindicada a sete anos, que bateu um recorde no livro de ordens, apesar da alta volatilidade nos mercados. Portugal colocou cinco mil milhões de euros com uma taxa de juro de 0,726%, numa venda cuja procura superou os 30 mil milhões de euros.

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