Portugal Space abre concurso internacional para escolher próximo líder

Engenheiro, com ligações ao setor aeronáutico e espacial desde 1993, Ricardo Conde, que já integrava a direção da agência, substitui no cargo Chiara Manfletti, que antecipou, a pedido da Agência Espacial Europeia, o seu regresso aquele organismo.

Ricardo Conde vai presidir interinamente à Agência Espacial Portuguesa, Portugal Space. Foi nomeado por unanimidade em assembleia geral, que também decidiu abrir um concurso internacional para selecionar um futuro presidente até ao Verão de 2021, informa o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

A designação de Ricardo Conde acontece após a renúncia da primeira presidente – Chiara Manfletti, que antecipou, a pedido da Agência Espacial Europeia, o seu regresso aquele organismo europeu. Manfletti iniciou a comissão de serviço na Portugal Space em março de 2019, ao abrigo do acordo entre Portugal e a ESA.

A direção da Portuga Space, que Ricardo Conde já integrava, mantém a restante composição: Luís Santos, como vice-presidente, e Hugo André Costa, membro da direção.

Segundo o comunicado, os termos do concurso público para a escolha do terceiro presidente da Agência Espacial Portuguesa serão publicados nos próximos dias no sítio oficial na internet da Portugal Space, mas avança já alguns requisitos: “capacidade de trabalhar em ambientes institucionais complexos em Portugal e a nível internacional”. exige-se também “comprovada experiência internacional e visão estratégica”, bem como “conhecimento na gestão e angariação de fundos internacionais” e “capacidade para desempenhar a função de acordo com os princípios e objetivos” definidos por Portugal. As candidaturas poderão ser submetidas até ao final de janeiro de 2021.

Ricardo Conde é licenciado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico, Universidade Técnica de Lisboa e tem uma pós-graduação em Tecnologias Espaciais. Iniciou o percurso profissional em 1991, estando ligado ao setor aeronáutico e espacial desde 1993 com a participação em vários programas nacionais e internacionais nesta área, em particular pelos segmentos Espaço e Terra. Recentemente foi responsável pela Desenvolvimento de Negócios de Ground Segment da Edisoft, SA, do Grupo Thales. Em 2019 entrou na Agência Espacial Portuguesa como membro da direção e cerca de um ano depois foi nomeado presidente.

Como segundo presidente da Agência Espacial Portuguesa, Ricardo Conde “pretende reforçar as linhas de orientação traçadas na estratégia nacional Portugal Espaço 2030″, que promove a criação de mil postos de trabalho qualificados no setor espacial em Portugal durante a próxima década, bem como a multiplicação por, pelo menos dez vezes, o atual volume de negócios do setor espacial, de forma a atingir cerca de 500 milhões de euros em 2030.

Num balanço ao trabalho desenvolvido ao longo do último ano, Ricardo Conde  destaca o avança de novos projetos integrados em quatro grande desafios. A saber:
1) O desenvolvimento de uma constelação de microssatélites orientada para a Observação da Terra, designada “Atlantic Constellation”, que será lançada em estreita colaboração com o Centro Internacional de Investigação do Atlântico, AIR Centre, num contexto internacional e deverá estar operacional a partir de 2025.
2) O desenvolvimento e operação de uma plataforma de Observação da Terra que integrará múltiplas fontes de dados (i.e., “Planeta Digital”).
3) A criação de um ecossistema de comunicações 5G para o desenvolvimento e aproveitamento do Atlântico e das regiões ultraperiféricas de Portugal.
4) O programa Internacional de Lançamento de Satélites dos Açores “Azores ISLP”), incluindo a construção e promoção de um porto espacial na ilha açoriana de Santa Maria”.

Os fundadores da Portugal Space são: Fundação para a Ciência e Tecnologia, Agência Nacional de Inovação, Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional e a Região Autónoma dos Açores, através da Associação RAEGE Açores – Rede Atlântica de Estações Geodinâmicas e Espaciais.

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