A Portugal Ventures (PV) anunciou esta segunda-feira que disponibilizou 18 milhões de euros para a recuperação do ecossistema empreendedor nacional, que também está a sofrer os impactos negativos da pandemia de Covid-19. A sociedade pública de capital de risco, que desde 2012 investiu 140 milhões de euros em mais de 120 novas empresas, tem estado a preparar vários instrumentos de financiamento para que as startups possam ultrapassar esta crise e relançar os negócios e destacou três: Call INNOV-ID, Call FIT e Operação Follow-Ons.
“As iniciativas que agora lançamos para levar a cabo a concretização das medidas anunciadas pelo Governo, revelam, uma vez mais, a missão da Portugal Ventures no ecossistema empreendedor: devemos ser o catalizador de projetos e empresas que alavanquem a economia nacional, e em tempos excecionais como os que vivemos hoje, que contribuam para a sua recuperação, consolidando a imagem de Portugal como uma referência nas áreas da inovação e tecnologia”, refere o vice-presidente da PV, Rui Ferreira.
A chamada Cal INNOV-ID (10 milhões de euros), oriunda de uma parceria com a Agência Nacional de Inovação (ANI), a PME Investimentos e a Startup Portugal, está aberta deste ontem e decorre até ao próximo dia 5 de junho. Destinada a projetos de base tecnológica, com sede em Portugal, criados há menos de oito anos ou ainda a constituir, as empresas têm de:
No caso das empresas que ainda não constituídas, para os projetos terem ‘luz verde’ nesta call, precisam de: estar incubados numa das entidades pertencentes à RNI ou associadas a um dos parceiros da Ignition Partners Network da Portugal Ventures e cumprir no mínimo um dos critérios suprarreferidos (*).
A Call FIT (600 mil euros), que apoiou a Bag4Days, Classihy e a Sailside, num total de 372 mil euros na primeira edição, lançou uma segunda, que decorre até 21 de maio de 2020. A iniciativa,no âmbito de um acordo com o Turismo de Portugal e o NEST, pretende investir em projetos de turismo na fase pré-seed, finalistas do programas de Aceleração do Fostering Innovation in Tourism. “Visa colmatar a falta de financiamento que as startups encontram após a conclusão dos programas, dinamizando projetos inovadores de base turística e estimulando o ecossistema empreendedor, através do apoio ao desenvolvimento de ideias e de modelos de negócio que possam gerar novas soluções para o setor do Turismo”, explica a entidade.
Já a Follow-Ons – ou “Instrumento Covid-19 – Portugal Ventures”, conforme caracterizou o Governo – surge de uma parceria com a Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), a Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM) e o Turismo de Portugal. Nesta operação são identificadas startups que, pelo potencial de crescimento e capacidade em ultrapassar as adversidades da pandemia, precisam de “follow-ons” para dar continuidade ao negócio. O intuito é reforçar o capital de startups já investidas por outros investidores, nas áreas digital, engenharia e indústria e ciências da vida com um total de 3 milhões de euros e no turismo um total de 4,4 milhões de euros.
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