Portugueses estão desprotegidos e desinformados, avisa Portal da Queixa

A rede social de consumidores defende que os portugueses sabem que a Internet e as novas tecnologias facilitam o contacto entre compradores e vendedores, mas continuam desinformados sobre os seus direitos.

O Portal da Queixa defendeu esta segunda-feira que “os portugueses estão desprotegidos e desinformados” sobre os seus direitos enquanto compradores. A rede social de consumidores admite que os portugueses sabem que a Internet e as novas tecnologias facilitam o contacto entre as partes, mas o conhecimento insuficiente sobre a lei, por exemplo, pode colocá-los numa posição inferior face ao vendedor.

“Os portugueses vão estando conscientes dos seus direitos, no entanto, os seus mecanismos de defesa estão obsoletos face às novas estratégias de vendas que são, cada vez mais, agressivas. O consumidor atual tem de estar mais atento, sendo crucial que tenha um maior conhecimento no momento da compra”, explica O CEO e fundador do Portal da Queixa, Pedro Lourenço, CEO e fundador do Portal da Queixa.

Depois de ter assistido a uma subida de cerca de 85% nas queixas [80.393 em 2017], a plataforma online analisou identificou várias situações em que os consumidores portugueses não estão devidamente esclarecidos e informados acerca dos seus direitos de consumo.

Exemplos de reclamações e de casos que demonstram alguma desinformação

  • Número de reclamações a empresas de serviços de Wap Billing [não se encontra no âmbito da Lei das Comunicações Eletrónicas] e envio de SMS aumentaram 635% em 2017.
  • Portal da Queixa registou 8.538 reclamações (média de 23 por dia) relacionadas com compras online em 2017. “Não existe forma de o comprador verificar a idoneidade do vendedor, que não seja pela experiência da compra e, caso seja gorada, só servirá para alertar outros e nunca para responsabilizar os prevaricadores”, alerta Pedro Lourenço.
  • Crescimento na ordem dos 91% do número de reclamações devido a débitos diretos em 2017. A maioria dos consumidores não tem conhecimento de que pode controlar as autorizações de débitos diretos na sua conta: “O principal conselho que os consumidores podem seguir é o de estarem bem informados dos valores que têm contratados e editarem as autorizações de DD, através do homebanking ou do MB”, exemplifica o responsável.
  • Portal da Queixa registou 122 reclamações referentes à não aplicação da lei do atendimento prioritário por desconhecimento na execução da mesma por parte quer do prestador quer do consumidor.

 

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