Portugueses já não precisam de fornecer dados pessoais na Galiza

A evolução da situação epidemiológica em Portugal levou a Xunta da Galiza a decidir retirar o país da lista que exigia o registo dos viajantes à chegada a esta comunidade autónoma.

Mariscal/EPA via Lusa

Os portugueses já não precisam de fazer o registo obrigatório quando chegam à Galiza. A decisão foi tomada hoje pelas autoridades de saúde galegas.

“Em relação às mudanças internacionais, importa destacar a exclusão de Portugal, pelo que as pessoas procedentes do país vizinho já não estão obrigadas a proporcionar os seus dados de contactos”, segundo o comunicado do Governo regional. Portugal é o único país a sair desta lista.

Apesar da circulação entre Portugal e a Galiza nunca ter estado interdita, os viajantes com origem neste lado da fronteira, residentes na comunidade ou não, tinha de preencher um formulário 24 horas depois de terem chegado à região.

A nível nacional, os viajantes com origem a Madrid passam a ter de se registar, enquanto os da Rioja deixam de ter essa obrigação. Na lista continuam Aragão, Catalunha, Navarra e o País Basco.

A atualização hoje anunciada deve-se “à evolução da situação epidemiológica verificada nas diferentes comunidades autónomas como noutros países”.

A Xunta da Galiza aponta que a região é a “terceira comunidade autónoma com menor incidência acumulada nos últimos 14 dias”, apontando que isto deve-se à coordenação das autoridades sanitárias.

A 28 de julho, o governo regional galego colocou Portugal na lista de registos obrigatórios à chegada à região, a par de vários países europeus, africanos, asiáticos, americanos e também cinco comunidades autónomas de Espanha.

A medida era válida para todos os “países e territórios cuja incidência acumulada de casos de Covid-19 por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias é 3,5 vezes superior à registada na comunidade autónoma da Galiza” registados a 23 de julho.

 

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Todos os viajantes com origem em Portugal, mesmo que residam nesta comunidade autónoma, têm 24 horas para contactar as autoridades de saúde regionais que consideram Portugal como um “país com alta incidência epidemiológica”.
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