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Portugueses mais racionais: gasto médio por consumidor baixou em dezembro

“Os dados de dezembro mostram um consumo consistente, mais concentrado em momentos específicos e com os pagamentos digitais a desempenharem um papel central na capacidade de os negócios responderem aos picos de procura típicos desta época do ano”, afirma Tiago Oom, Head of Merchant Acquiring da Unicre.
9 Janeiro 2026, 12h51

A Unicre publicou o seu relatório Reduniq Insights relativo aos pagamentos por cartão na sua rede nacional no final do ano.

“Dezembro de 2025 confirmou-se como um mês decisivo para o comércio nacional, impulsionado pelo Natal e pela Passagem de Ano”, de acordo com o relatório da Unicre a faturação cresceu 3,21% face a dezembro de 2024.

Segundo os dados agora divulgados, a especialista em pagamentos e acquiring registou no final do ano um aumento de 3,54% do número de transações e um gasto médio por consumidor de 186,71 euros (menos 5,73% que no ano anterior).

“Este comportamento revela um consumidor mais racional e atento ao preço, mas sem abdicar da dinâmica do mercado. O valor médio por compra manteve-se estável nos 33,71 euros, em linha com 2024, mas com picos nos momentos festivos: 37,27 euros antes do Natal e 34,88 euros na Passagem de Ano”, defende a Unicre.

“Os dados de dezembro mostram um consumo consistente, mais concentrado em momentos específicos e com os pagamentos digitais a desempenharem um papel central na capacidade de os negócios responderem aos picos de procura típicos desta época do ano”, afirma Tiago Oom, Head of Merchant Acquiring da Unicre.

Entre 22 e 24 de dezembro, período das compras de última hora, a faturação disparou 9,78% e as transações 8,12%, com forte dinamismo no comércio físico e de proximidade. Já no dia 31, a Passagem de Ano trouxe um crescimento de 8,01% na faturação e 6,72% nas transações, impulsionado por restauração, lazer e serviços.

No que respeita aos setores, os destaques nesta época festiva foram para, imagine-se, os serviços veterinários que aumentaram 21,70%; para as lavandarias que cresceram 17,83%; para  o retalho alimentar tradicional que subiu 17,20%; para as farmácias onde os gastos subiram 11,95%; e para a moda com um aumento de 6,67%.

O crescimento foi generalizado em Portugal, com destaque para Centro (+6,29%), Alentejo (+6,12%) e Oeste (+6,07%). A Madeira foi a única exceção, com uma variação negativa de 4,87%.

No consumo estrangeiro, França (11,98%), Reino Unido (10,37%) e EUA (10,24%) mantiveram-se no topo, apesar de quedas na faturação. Espanha destacou-se com um aumento de 4,04%, reforçando a proximidade entre mercados.


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