Portugueses querem ressuscitar a Toys ‘R’ Us: este é o plano delineado

“Somos independentes e temos muita vontade de transformar a Toys ‘R’ Us. Queremos o cliente perceba que não somos a mesma empresa, apesar de não termos mudado o nome da marca porque acreditamos que a mesma é um ativo muito valioso”, afirma Paulo Sousa, o novo CEO da Toys ‘R’ Us Ibéria

A Toys ‘R’ Us, que antecipa desde já uma redução de receitas para este ano, planeia a abertura de vinte lojas e pretende impulsionar os seus negócios de merchandising, artigos para adolescentes e bebés, de forma a que os lucros cheguem a 250 milhões dentro de quatro anos.

“Somos independentes e temos muita vontade de transformar a Toys ‘R’ Us. Queremos o cliente perceba que não somos a mesma empresa, apesar de não termos mudado o nome da marca porque acreditamos que a mesma é um ativo muito valioso”, afirma Paulo Sousa, o novo CEO da Toys ‘R’ Us Ibéria após comprar a marca da loja de brinquedos em Portugal e Espanha através do fundo português Green Swan.

A Toys “R” Us” está ainda a estudar a “abertura de novas grandes lojas”. De acordo com informações cedidas à imprensa, o ‘layout’ será implantado, a partir de outubro, em todas as lojas da marca. A cadeia de brinquedos Toys “R” Us decidiu continuar com as operações em Portugal e em Espanha após a sua compra por investidores portugueses. Em agosto deste ano, a empresa portuguesa Green Swan, que fez a aquisição, esclareceu que se tratava de um investimento de 80 milhões de euros ao longo de quatro anos.

“A operação da Toys “R” Us Ibéria continuará em funcionamento e desenvolvimento em Espanha, após um processo de aquisição por investidores portugueses, a Green Swan, representada por Paulo Andrez”, que se juntam à atual equipa de gestão, “como novos proprietários”, informou a empresa em comunicado.

Recorde-se que a unidade norte-americana da Toys ‘R’ Us entrou em falência em setembro do ano passado, tendo sido feito um empréstimo de 3,1 mil milhões de dólares para permitir que algumas lojas se mantivessem a funcionar ao mesmo tempo que a retalhista procurava resolver a difícil situação em que se encontra. Contudo, os resultados alcançados ficaram aquém do esperado durante a quadra natalícia, elevando as dúvidas acerca da viabilidade da cadeia de lojas de brinquedos.

O cenário não foi o esperado. No final de fevereiro, a unidade do Reino Unido declarou falência. Na ocasião a empresa apontou o processo de insolvência como “a única opção viável para a empresa”.

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