Powell vê ajustes “modestos” às taxas de juros, mas admite ciclo mais longo de cortes se economia travar

“Se a economia ficar mais negativa, então sequência mais extensa de cortes nas taxas seria apropriada”, sublinhou o presidente da Fed. “Nós não vemos isso [a acontecer], não é o que esperamos, mas… certamente seguiríamos esse caminho, se se tornasse apropriado”.

A Reserva Federal (Fed) acredita que irão ser necessários apenas ajustes ligeiros às taxas de juro para conduzir a economia norte-americana às metas de crescimento, emprego e inflação, mas o banco central admite ter de iniciar um ciclo mais longo de cortes se a expansão económica abrandar, afirmou esta quarta-feira Jerome Powell.

Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião de dois dias do Federal Open Market Committee, que resultou num corte 25 pontos base na taxa de juro diretora para 1,75%-2%, Powell combinou otimismo sobre a saúde da economia com alguma prudência dados os vários riscos.

Em julho, após a Fed ter descido a federal funds rate pela primeira vez em mais de uma década, Powell explicou que o banco central não espera ter de iniciar um longo ciclo de cortes, posição que desenvolveu esta quarta-feira.

“Vemos um outlook económico favorável, com crescimento moderado contínuo, um mercado laboral forte e a inflação perto do nosso objetivo de 2%. Como viram os membros do FOMC de forma geral pensam que estes resultados positivo serão atingidos com ajustes modestos à federal funds rate”, explicou.

Adiantou no entanto, que há riscos a este outlook positivo na forma de crescimento global fraco e desenvolvimentos no comércio internacional, nomeadamente a guerra de tarifas entre os EUA e a China.

“Se a economia ficar mais negativa, então sequência mais extensa de cortes nas taxas seria apropriada”, sublinhou. “Nós não vemos isso [a acontecer], não é o que esperamos, mas… certamente seguiríamos esse caminho, se se tornasse apropriado.

 

 

 

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