O setor das Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) inicia 2026 com uma aumento da mensalidade média nacional de 10% face a 2025.
Segundo o mais recente estudo da Lares Online, a mensalidade média nacional atingiu os 1.852 euros. Este valor, apesar de confirmar a tendência de atualização anual, marca um claro abrandamento face ao salto de 18% registado no período homólogo anterior.
Um dos dados mais reveladores do estudo é a aproximação entre o custo real das camas privadas e das comparticipadas pelo Estado.
Atualmente, o custo de uma vaga em setor social pode atingir os 1.873,52 euros. No entanto, o apoio estatal direto fixa-se apenas nos 666,90 euros, deixando uma fatura de 1.206,62 euros a cargo do utente e da sua família.
Perante esta realidade, as camas privadas surgem frequentemente como a “resposta mais imediata e equilibrada” para situações de urgência, dada a escassez de vagas públicas e a reduzida diferença financeira final em muitos casos. Isto é, as camas privadas, com uma média de 1.852 euros, acabam por ser uma alternativa competitiva e, acima de tudo, mais célere para quem necessita de uma resposta urgente que a rede pública nem sempre consegue assegurar de imediato, refere o estudo.
Esta atualização de preços reflete o ajuste necessário aos custos operacionais crescentes, impulsionados pela subida do Salário Mínimo Nacional para os 920 euros e pelo aumento das despesas com energia e alimentação.
O valor final pago pelas famílias varia consoante a tipologia e o nível de cuidados. Enquanto um quarto partilhado custa, em média, 1.672 euros, a opção por um quarto individual eleva a mensalidade para os 2.035 euros.
No que toca a serviços especializados, o mercado oferece agora soluções com animação sociocultural permanente a partir de 1.800 euros e cuidados de enfermagem 24 horas desde os 2.190 euros.
Os lares de idosos sofrem habitualmente uma atualização dos preços no início do ano, para acomodarem as alterações que se fazem sentir noutros produtos e serviços que vão desde as subidas dos ordenados até ao valor dos produtos e serviços utilizados pela instituição.
O salário mínimo em Portugal em 2026 é de 920 euros, mais 50 euros que no ano anterior, o que se traduz no aumento dos custos de gestão de estabelecimentos públicos e privados, que operam, maioritariamente, com trabalhadores que auferem o salário mínimo.
Mas esta não é a única subida de preços que irá fazer aumentar os gastos nos lares. As despesas habituais de qualquer casa, água, luz e gás, vieram todos a sofrer aumentos, como também se verificou nos preços dos produtos alimentares.
O valor das mensalidades varia consoante diversos indicadores, como a localização, qualidade do equipamento, e os serviços prestados.
O custo de um lar de idosos não se resume apenas à mensalidade fixa, mas também a um conjunto de serviços e produtos adicionais, que podem influenciar significativamente o valor final.
A mensalidade estabelecida num lar de idosos, por norma, inclui alojamento, alimentação, apoio nas atividades diárias, cuidados de higiene pessoal, tratamento de roupa, vigilância 24H, assistência médica e de enfermagem, assim como atividades de lazer e ocupação. Em alguns casos, a fisioterapia de grupo também está contemplada.
Por outro lado, há serviços que habitualmente não estão incluídos na mensalidade, como material de incontinência (fraldas e resguardos), cremes, medicamentos, transporte e acompanhamento ao exterior, sessões individuais de fisioterapia e serviços de estética, entre outros.
O estudo revela que a pressão na procura continua a sentir-se com maior intensidade em distritos como Lisboa, Porto e Viseu, onde a capacidade instalada tem dificuldade em acompanhar as necessidades da população.
Para Marina Lopes, CEO da Lares Online, o foco das famílias deve centrar-se agora na qualidade e na adequação dos serviços, uma vez que o setor demonstra estar a investir em infraestruturas mais modernas e cuidados de saúde mais robustos, permitindo uma escolha mais consciente e segura no momento de decidir o futuro dos seus familiares.
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