Preços das casas cresceram 10,3% no ano de 2018

Este valor representa uma variação média anual de mais 1,1 pontos percentuais (p.p.) do que a registada em 2017. O aumento médio anual dos preços das habitações existentes (11,0%) em 2018 continuou a superar o das habitações novas (7,5%) percentuais que no trimestre anterior.

Cristina Bernardo

A taxa de variação média anual do Índice dos Preços de Habitação (IPHab) registou um aumento de 10,3%, no quarto trimestre de 2018, o que significa uma subida de um 1,1 pontos percentuais quando comparado com o registo de 2017, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta segunda-feira.

O aumento médio anual dos preços das habitações existentes (11,0%) em 2018 superou novamente o preço das habitações novas (7,5%). Contudo, no último trimestre de 2018, a taxa de variação homóloga do IPHab fixou-se nos 9,3%, mais 0,8 p.p. que no trimestre anterior, registando assim uma desaceleração pelo terceiro trimestre consecutivo.

O crescimento dos preços das habitações existentes (9,5%) foi maior do que o das habitações novas (8,5%). Nos dos últimos trimestres de 2018, o IPHab cresceu 2,0%, com o aumento dos preços a ser mais sentido nas habitações novas, que registaram uma variação de 2,7%, mais 0,8 p.p. que o verificado nas habitações existentes
(1,9%).

Ao nível das transações o último registou 178.691 habitações negociadas, o que constituiu o registo mais elevado da série. Comparado com 2017 foram vendidas mais 25.399 habitações, o equivalente a um aumento de 16,6% face ao ano anterior.

Das transações feitas, 85,2% foram verificadas nos alojamentos existentes, mais 0,7 p.p. que no ano anterior. O
crescimento do número de transações de habitações existentes acima do registado nas habitações novas, 17,5% e
11,6%, respetivamente, “conduziu ao incremento do peso relativo da primeira categoria”, indica o INE.

Pelo terceiro ano consecutivo a diferença no ritmo de crescimento do número de transações entre os dois tipos de alojamentos, foi reduzida, passando dos 26,0 p.p. de 2015, para os 5,9 p.p. do ano passado.

No total o valor das transações de alojamentos situou-se nos 24,1 mil milhões de euros de 2018, mais 24,4% que em 2017. O valor das vendas de habitações passou dos 9,5 mil milhões de euros, verba que equivale a 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2014, para os 24,1 mil milhões de euros em 2018, valor equivalente a 12,0% do PIB), o que representou um aumento médio anual de 26,0%.

Em termos de regiões as áreas com mais transações realizadas foram a Área Metropolitana de Lisboa e a região Norte, com 64,6% do total em 2018, mais 0,3 p.p. que em 2017.

A Área Metropolitana de Lisboa registou 48,0% do valor das transações realizadas em Portugal no último ano, e voltou a registar uma diminuição do seu peso relativo no valor total das vendas de habitações (0,2 p.p.), algo que já não acontecia desde o ano de 2013.

Já a região Norte, com 23,5%, do valor das transações realizadas obteve a sua maior percentagem desde 2013 tendo sido, a par do Alentejo (0,1 p.p.), as únicas a apresentarem crescimentos nos respetivos pesos relativos.

Ler mais
Recomendadas

Partidos gastam quase 5 milhões de euros com as eleições europeias

Trata-se de um aumento de mais de 500 mil euros face aos 16 partidos e coligações que se apresentaram na corrida em 2014

CFP vai ao parlamento falar sobre Programa de Estabilidade 2019-2023

Nazaré Costa Cabral vai esta terça-feira à Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa falar sobre o Programa de Estabilidade 2019-2023, que o Governo apresentou em 15 de abril.

Portugueses estão a pedir mais empréstimos para pagar contas. Pedem em média 2.239 euros

Para pagar as suas contas, os portugueses estão a aumentar os empréstimos. Nos últimos seis meses pediram 2.239 euros, mais 400 euros face ao período homólogo. Estudo da Intrum conclui, tal como o Banco de Portugal, que o aumento foi suportado pelo crescimento dos créditos pessoais sem fins específicos.
Comentários