O Prémio Manuel António da Mota, no valor de 50 mil euros, foi esta tarde entregue à Rural Move, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, numa cerimónia que contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, Óscar Afonso, diretor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, e a presidente do Conselho de Curadores, Manuela Ramalho Eanes.
Com sede em Miranda do Douro, a associação, constituída em 2020, “tem como fim a criação, desenvolvimento e promoção de atividades e iniciativas que promovam o investimento e o repovoamento dos territórios de baixa densidade”, refere a fundação em comunicado oficial. Portugal enfrenta há décadas diversos desafios estruturais nos seus territórios de baixa densidade, que representam cerca de 80% da área do país mas apenas 20% da população.
“Tendo como destinatárias todas as pessoas que desejam viver, trabalhar ou investir em territórios rurais – os chamados “novos rurais” ou Rural Movers – com destaque para jovens, trabalhadores remotos, empreendedores, migrantes e a diáspora, o projeto ‘Rural Move – Plataforma de Apoio a Novos Rurais’ visa dinamizar os territórios de baixa densidade através do apoio direto à fixação de pessoas, à integração em comunidades locais e ao reforço da coesão territorial”. A iniciativa inspira-se na medida MOVE IN proposta pelo Plano de Valorização do Interior (2018), “nunca implementada”, e surge para responder a uma lacuna crítica: a ausência de uma plataforma estruturada, colaborativa e humanizada que facilite a mudança para o interior.
Rui Pedroto, presidente da Comissão Executiva da Fundação Manuel António da Mota, afirmou que “pelo 16º ano consecutivo a Fundação atribuiu o Prémio Manuel António da Mota. Nesta 16ª edição, sob o lema ‘Sempre Solidários’, reforçamos o nosso compromisso com um país mais justo, coeso e solidário, distinguindo as instituições que se notabilizam na luta contra a pobreza e exclusão social, acolhimento e integração de migrantes e refugiados, valorização do interior e coesão territorial, saúde, educação, emprego, apoio à família, inovação e empreendedorismo social, inclusão e transição digital e tecnológica e transição climática”.
A par da Rural Move, foram ainda distinguidas nove instituições nacionais, cabendo o 2º lugar à Cáritas da Ilha Terceira, e o 3º lugar ao MADI – Movimento de Apoio ao Diminuído Intelectual de Vila do Conde. As restantes sete menções honrosas distinguiram a ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, Brigada do Mar, CAID – Cooperativa de Apoio à Integração do Deficiente, CASA – Centro de Apoio ao Sem-Abrigo, Centro Assistencial Cultural e Formativo do Fundão, Centro Paroquial e Social de Lanheses e Fundação Rui Osório de Castro.
O Prémio Manuel António da Mota foi criado em 2010 pela Fundação Manuel António da Mota com o objetivo de reconhecer anualmente organizações e personalidades que se destaquem nos vários domínios de atividade da Fundação. Entre as 10 candidaturas finalistas, ao vencedor foi atribuído um Prémio pecuniário de 50 mil euros, cabendo ao 2º e 3º classificados prémios no valor de 25 mil e 10 mil euros, respetivamente. Cada uma das sete menções honrosas recebeu cinco mil euros.
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