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Presidenciais: Falta de eletricidade interrompe votação em Bidoeira de Cima

O porta-voz da CNE disse à “Agência Lusa” que, segundo a Lei Eleitoral, se as urnas não reabrirem até ao máximo de três horas de paragem, a votação é encerrada e os votos não serão contabilizados nos resultados finais.
José Coelho/Lusa
15 Fevereiro 2026, 11h45

A falta de eletricidade, uma hora após a abertura das urnas, levou os responsáveis das mesas de voto na freguesia de Bidoeira de Cima, distrito de Leiria, a suspender a votação até que a situação esteja restabelecida. Estão inscritos 2.132 eleitores nas duas mesas de voto em causa.

O porta-voz da CNE disse à “Agência Lusa” que, segundo a Lei Eleitoral, se as urnas não reabrirem até ao máximo de três horas de paragem, a votação é encerrada e os votos não serão contabilizados nos resultados finais.

Wemans indicou que a falha de eletricidade ocorreu cerca das 09h00 e que a informação chegou cerca de meia hora depois, após a CNE ter sido contactada pela Câmara Municipal de Leiria, que referiu estar a envidar todos os esforços para repor a normalidade.

Deste modo, se a luz não voltar até cerca das 12h00, as mesas de voto serão encerradas e a votação anulada.

“Esperemos que a situação se resolva a tempo de a votação poder continuar”, referiu Wemans.

Segundo a “Rádio Renascença”, na porta do local onde se encontram as secções de voto 1 e 2 está colada a decisão da mesa. “Não há condições neste momento de continuar o ato eleitoral”, lê-se na mensagem, que esclarece que o problema é a “falta de luz”.

Bidoeira de Cima é uma das 20 freguesias e secções de voto onde a votação da segunda volta das eleições presidenciais foi adiada para hoje devido aos efeitos do mau tempo. Estão, no total, inscritos para esta votação tardia cerca de 36 mil eleitores.

Segundo a CNE, a votação está a decorrer em todas as seis freguesias de Alcácer do Sal, quatro freguesias de Arruda dos Vinhos, nas três freguesias da Golegã, duas secções de voto de Santarém, uma freguesia e secção em Rio Maior, uma freguesia no Cartaxo e outra em Salvaterra de Magos.

Antes deste incidente, o sufrágio decorria nestes territórios sem quaisquer problemas, garantiu à “Agência Lusa” o porta-voz da CNE.

Já conhecido desde domingo passado está o vencedor das eleições, António José Seguro, que, segundo os resultados provisórios divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna foi eleito Presidente da República com 66,83% dos votos expressos, contra 33,17% de André Ventura.


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