Presidente da Anacom diz que operadoras de telecomunicações “funcionam em regime de oligopólio”

João Cadete de Matos rejeita as críticas das operadoras de telecomunicações depois de ter apresentado o regulamento final do leilão do 5G. O regulador espera “atrair novos investimentos” para tornar este mercado “mais competitivo” para que os “operadores que estão no mercado tenham que inovar e ser competitivos para fazer face a esse aumento da concorrência”.

Presidente do Conselho de Administração, João Cadete de Matos | Manuel de Almeida/LUSA

O presidente da Anacom condenou a postura das operadoras de telecomunicações sobre as regras do leilão do 5G para Portugal, assumindo que estas “funcionam em regime de oligopólio”.

João Cadete de Matos esteve presente no programa da “RTP3” ‘Tudo é Economia’ na segunda-feira à noite, e frisou que é preciso promover a concorrência neste setor em Portugal.

“É claro que quando falamos em promover a concorrência as empresas que funcionam num regime de oligopólio e têm as suas ofertas pouco competitivas e comparam desfavoravelmente com os restantes países europeus, não apreciarão essa política de regulação, mas é aquilo que é feito em Portugal como noutros países”, explicou.

Para o responsável da Autoridade Nacional de Comunicações é isso que está em causa e que tem sido a atuação da entidade na atribuição de frequências, “quer para o 5G, quer de outras frequências que vão ser atribuídas neste leilão e que visam precisamente promover a concorrência, fazer com que o espectro esteja de facto disponível para quem queira entrar no mercado”.

João Cadete de Matos rejeita as críticas das operadoras de telecomunicações e espera que com este leilão possa “atrair novos investimentos a este mercado, a torná-lo mais competitivo e fazer com que os operadores que estão no mercado tenham que inovar e ser competitivos para fazer face a esse aumento da concorrência”.

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