Presidente da comissão de auditoria da Parpública renunciou ao cargo

Sem explicação sobre a decisão, José Manuel Fragoso de Sousa renunciou também ao cargo de administrador não executivo.

Miguel Cruz, Presidente da Parpública

José Manuel Fragoso de Sousa, vogal não executivo do conselho de administração da Parpública renunciou ao cargo, anunciou há minutos a ‘holding’ estatal, através de um comunicado enviado para a CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Sem adiantar a razão dessa renúncia, o referido comunicado da Parpública acrescenta que José Manuel Fragoso de Sousa acumulava o cargo de vogal não executivo com o de presidente da comissão de auditoria da ‘holding’ estatal, uma função mais delicada em tempo de aprovação de contas a que este responsável renunciou igualmente.

As contas da Parpública referentes ao exercício de 2019 deverão ser apresentadas nos próximos dois meses.

José Manuel Fragoso de Sousa foi eleito para estes dois cargos para o mandato 2017-2019.

No primeiro semestre do ano passado, a Parpública registou lucros de de 46,5 milhões de euros, uma melhoria significativa face aos 8,4 milhões de euros de prejuízos averbado na primeira metade de 2018.

Estes resultados foram conseguidos apesar de uma das mais relevantes participadas da ‘holding’ estatal, a TAP, que consolida nas contas da Parpública ter registado perdas de 120 milhões de euros no mesmo período em análise, levando o presidente da ‘holding’, Miguel Cruz, a reconhecer que essa era “uma preocupação” para a equipa de administração da Parpública.

Ler mais
Recomendadas

Huawei já tem 91 contratos para fornecer tecnologia 5G pelo mundo

Apesar da pressão dos EUA sobre países aliados para excluírem a empresa chinesa da expansão das suas redes, 47 dos contratos assinados até agora foram feitos na Europa, 27 na Ásia e os restantes 17 em países não especificados.

Antonoaldo Neves: Quem vai pagar os prejuízos da TAP com a suspensão de 90 dias nos voos para a Venezuela?

A suspensão da TAP nos seus voos para a Venezuela representam prejuízos de pelo menos 10 milhões de euros, referiu o presidente executivo da TAP no final da conferência de imprensa de apresentação dos resultados de 2019.

Efacec assegura que “reúne todas as condições” para pagar salários e a fornecedores

Empresa afasta qualquer cenário de incumprimento, após Isabel dos Santos, que detém perto de 70% da Efacec, ter alertado hoje em comunicado de que o congelamento de contas das suas empresas se estende ao bloqueio de ordens de pagamento de salários, impostos a fornecedores e à Segurança Social.
Comentários