Presidente do AICEP diz que investidores olham hoje de “forma mais atenta” para a economia portuguesa

O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Luís Castro Henriques, revelou que a agência bateu o recorde de 1.160 milhões de euros em contratualizações de investimento, em 2018, e tem vindo a atrair cada vez mais “investimento produtivo e tangível” proveniente de diferentes geografias.

O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Luís Castro Henriques, salientou esta terça-feira o potencial competitivo de Portugal no comércio internacional. Luís Castro Henriques referiu que a AICEP bateu o recorde de 1.160 milhões de euros em contratualizações de investimento, em 2018, e tem vindo a atrair cada vez mais “investimento produtivo e tangível” proveniente de diferentes geografias.

“Os investidores estrangeiros e, muitas vezes, os novos investidores têm-se apercebido da competitividade portuguesa de forma mais atenta, mas ainda estamos a recuperar de uma crise grande, que afetou as empresas portuguesas”, afirmou Luís Castro Henriques, numa conferência sobre os indicadores e posicionamento de Portugal nos rankings globais, realizado na AESE Business School, em Lisboa.

Luís Castro Henriques disse, em 2018, a AICEP bateu o recorde de contratualização, tendo chegado aos 1.160 milhões de euros contratualizados. “Isto é um indicador claro de que estamos a ter anos de investimento muito bons”, nota o presidente da AICEP. Grande parte do investimento traduz-se em fábricas, centros de engenharia, investigação e desenvolvimento tecnológico. “É investimento produtivo e tangível”, sublinha.

Este ano, o AICEP contratualizou 177 milhões de euros em contratos de investigação e desenvolvimento tecnológico, cujos projetos são “altamente competitivos”. Luís Castro Henriques revela que, em 2011, esta linha de investimento tinha apenas dois clientes, mas “hoje em dia já tem mais de 20”. Os principais investidores são Espanha, Alemanha e França, mas o mercado tem-se diversificado “cada vez mais”.

O fenómeno contraria, em parte, os dados do Global Competitiveness Report, revelado em outubro do ano passado, no qual Portugal manteve a 34.ª posição no índice do Fórum Económico Mundial (que mede a capacidade dos países de competirem com outras economias mundiais). Num total de 141 países analisados, Portugal ficou à frente da Eslovénia, Arábia Saudita e Polónia e atrás do Itália, Estónia, República Checa e Chile.

Luís Castro Henriques afirmou que o posicionamento de Portugal nos rankings internacionais é “muito importante” tendo em conta que “é isso que permite a uma empresa que não conhece Portugal” ficar a conhecer o país. “Não há hoje empresa nenhuma que ao tomar uma nova decisão de geografia, não faça um estudo a vinte geografias”, sustentou o presidente da AICEP, sublinhando que indicadores, como o do Fórum Económico Mundial sobre a competitividade acabam por ser mencionados nesses estudos.

“Temos de estar conscientes de que conseguimos competir com os melhores do mundo – e às vezes ganhamos. Temos vantagens competitivas muito fortes, não em tudo, mas em coisas muito específicas e é nessas que temos de continuar a batalhar e vamos ganhar. Essa mudança de mindset vai permitir uma avaliação mais objetiva em relação a essas matérias”, concluiu Luís Castro Henriques.

Ler mais

Relacionadas

Governo diz que quota de mercado e investimento contrariam “estagnação” de Portugal nos ‘rankings’ de competitividade

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Energética, Pedro Siza Vieira, considera que existe um “aparente paradoxo” em relação à avaliação internacional do país em termos de competitividade e questiona veracidade dos dados disponibilizados pelo Fórum Económico Mundial. Segundo o ministro, os empresários e gestores que respondem ao estudo são demasiado pessimistas na avaliação do desempenho do país.
Recomendadas

Mar 2020 com 52% de execução até abril e 5.591 projetos aprovados

Este programa tem uma dotação global de 508 milhões de euros, dos quais 116 milhões de euros correspondem à contrapartida pública nacional, que tem origem no Orçamento do Estado.

Movimento acusa ministro “de pagar favor” à EDP com grupo de trabalho para avaliar impacto da venda de barragens

“Uma mão cheia de nada”, responde o Movimento Cultural da Terra de Miranda ao relatório final do grupo de trabalho teve como principal como função analisar e aprofundar os impactos da venda das seis barragens situadas no Douro. Alerta que dos investimentos anunciados de 91 milhões de euros para 10 municípios, só 55 milhões se referem a projetos novos.

Ciberataque ao maior oleoduto dos EUA poderá provocar subida nos preços do petróleo

A paralisação já está a gerar preocupações sobre um aumento nos preços da gasolina e do gasóleo antes do pico da temporada de viagens de verão, se a paralisação não terminar a curto prazo.
Comentários