Presidente do conselho fiscal da TAP renuncia ao cargo

O comunicado enviado à CMVM não explica qual a justificação para o presidente fiscal da companhia aérea portuguesa ter renunciado ao cargo.

Tiago Petinga/Lusa

O presidente do conselho fiscal da TAP, Sérgio Sambade Nunes Rodrigues, renunciou a este cargo nos órgãos sociais da transportadora aérea nacional.

Em comunicado enviado esta sexta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a administração da TAP explica que “Sérgio Sambade Nunes Rodrigues renunciou, por meio de carta datada de 29.01.2020 e não obstante a manutenção da efetividade de funções nos termos da lei aplicável, ao cargo de presidente do conselho fiscal da TAP para o remanescente do mandato 2018/2020 em curso”.

“Na sequência da acima mencionada renúncia, o anterior vogal do conselho fiscal da TAP, Dr. Paulo Jorge Duarte Gil Galvão André, em representação da Baker Tilly, PG & Associados, SROC, S.A., foi eleito para o cargo de presidente do conselho fiscal da TAP, tendo sido eleita, para o cargo de vogal do conselho fiscal da TAP, a Dra. Susana Nereu de Oliveira Ribeiro, ambos para o remanescente do mandato 2018/2020 em curso”, revela o referido comunicado, publicado após o fecho do mercado.

A TAP encontra-se sobre pressão a vários níveis. Nos primeiros dois exercícios do mandato em curso, em 2018 e 2019, a administração liderada por Antonoaldo Neves apresentou resultados negativos acumulados de 224 milhões de euros.

O maior acionista, o Estado, através do ministro das infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, mostrou-se contra a distribuição, pelo segundo ano consecutivo, de prémuios por alguns dos trabalhadores da emrpesa.

E, mais recentemente, o surto do novo coronavírus levou a empresa a cortar mil voos entre fevereiro e março, além de adoptar medidas de contenção,como travas as promoções, contratações e aumentos salariais, assim como os investimentos, além de propor o gozo de licenças sem vencimento, no sentido de proteger a tesouraria da companhia aérea.

O comunicado enviado à CMVM não explica qual a justificação para o presidente fiscal da TAP ter renunciado ao cargo.

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