Presidente do Santander Totta pede “incentivos” para a sustentabilidade

“É importante haver incentivos nesse sentido [da sustentabilidade]”, disse Pedro Castro e Almeida à Lusa, à margem de um fórum de investimento sustentável e responsável, que decorreu esta segunda-feira no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Pedro Castro e Almeida | Cristina Bernardo

O presidente do banco Santander Totta, Pedro Castro e Almeida, pediu hoje aos reguladores “um incentivo” e “sensibilidade” para o investimento sustentável.

“É importante haver incentivos nesse sentido [da sustentabilidade]”, disse Pedro Castro e Almeida à Lusa, à margem de um fórum de investimento sustentável e responsável, que decorreu hoje no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

O gestor considerou que poderia “começar a haver da parte do Banco Central Europeu [BCE], portanto, dos próprios reguladores, uma sensibilidade de investimentos desta natureza e em determinados setores”.

“Deveriam ter um incentivo relativamente a outros setores”, prosseguiu.

No entanto, da parte do Governo, Pedro Castro e Almeida tem dito que tem sentido “todo o apoio”, referindo-se a várias conversas sobre sustentabilidade.

“Inicialmente as instituições financeiras apareceram muito na situação ‘o que é que nós ganhamos com isto’, e acabou, depois das sete rondas, ‘O que nós ganhamos é o bem comum'”, afirmou, referindo-se às palavras do ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, durante a conferência de hoje.

Pedro Castro e Almeida considerou que o setor da banca em Portugal já ultrapassou a fase ‘O que é que nós ganhamos com isto’, e que os seus colegas já têm “uma muito maior sensibilidade” em relação ao tema da sustentabilidade.

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