O líder da monarquia dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohamed bin Zayed Al Nahyan, está em Angola para uma visita de Estado a convite do presidente João Lourenço. Formas de fortalecer os laços entre os Emirados Árabes Unidos e Angola, particularmente nas áreas de desenvolvimento e economia, “para servir interesses comuns e promover o desenvolvimento conjunto e a prosperidade dos seus povos” estão no topo da agenda, segundo avança a imprensa árabe.
À chegada, o líder dos Emirados foi recebido na sala protocolar do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, refere um comunicado de imprensa oficial. O comité de receção integrava o governador da província de Luanda, e ainda Júlio Belarmino Gomes Maiato, embaixador de Angola nos Emirados Árabes Unidos, Salem Ali Alshamsi, embaixador desse país do Médio Oriente em Angola, e altos funcionários do Ministério das Relações Exteriores.
De acordo com o programa da visita, o Sheikh Mohamed Bin Zayed Al Nahyan será recebido esta segunda-feira no Palácio Presidencial da Cidade Alta, com honras militares e 21 salvas de canhão.
Em junho passado, o presidente João Lourenço recebeu o xeique Shakhboot bin Nahyan Al Nahyan, ministro de Estado dos Emirados Árabes Unidos, no início de sua visita oficial à capital angolana. Shakhboot bin Nahyan transmitiu as saudações do presidente dos Emirados, do vice-presidente, primeiro-ministro e governante de Dubai, Mohammed bin Rashid Al Maktoum; e do vice-presidente, vice-primeiro-ministro e presidente da Corte Presidencial, Mansour bin Zayed Al Nahyan, ao presidente de Angola.
Durante o encontro, os dois lados discutiram as relações bilaterais e formas de aprofundar a cooperação, destacando iniciativas conjuntas e oportunidades para ampliar o intercâmbio em diversas áreas, com benefícios mútuos para ambos os países, referia então a imprensa angolana. A visita do xeique Shakhboot bin Nahyan a Angola reforça o compromisso dos Emirados com a construção de parcerias sólidas, voltadas para o crescimento conjunto e a promoção da prosperidade compartilhada.
A presença do chefe do governo vem reforçar ainda mais o relacionamento entre dois países produtores de petróleo que, neste particular, se têm afastado, desde que Angola optou por deixar a OPEP, no final de2023. Na altura, o argumento do governo angolano prendia-se com limites à produção estabelecidos pela organização, que atribuiu uma quota de produção ao país de 1,110 milhões de barris por dia. “Sentimos que neste momento Angola não ganha nada mantendo-se na organização e, em defesa dos seus interesses, decidiu sair”, afirmava o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo.
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