Primeira central eólica marítima em Portugal começa a ganhar forma

Esta central é também a primeira central eólica flutuante da Europa continental. Esta tecnologia permite instalar centrais eólicas marítimas em locais mais profundos.

A primeira peça da primeira central eólica marítima em Portugal já foi concluída. Uma das três estruturas flutuantes, que contêm as pás eólicas, já saiu do porto de Ferrol, em Espanha, e vai a caminho do local onde a central marítima vai ser instalada, a 20 quilómetros da costa de Viana do Castelo.

O projeto pertence ao consórcio Windplus que inclui a EDP Renováveis (54,4%), a Engie (25%), a Repsol (19,4%) e a Principle Power (1,2%).

As duas outras plataformas foram fabricadas no porto de Setúbal, com a terceira a ser fabricada nos portos espanhóis de Avilés e de Ferrol.

“O Windfloat Atlantic inclui tecnologia de ponta que minimiza o impacto ambiental e permite produzir energia eólica em alto mar em águas profundas, como é o caso da costa portuguesa”, segundo comunicado divulgado pelo grupo EDP esta segunda-feira, 21 de outubro.

As duas outras plataformas vão também ser transportadas para o local da central offshore “nos próximos meses”, segundo a EDP.

Este parque vai ter uma capacidade instalada de 25 megawatts (MW) e vai ter a capacidade de produzir eletricidade suficiente para abastecer cerca de 60 mil casas por ano.

A tecnologia flutuante permite instalar centrais marítimas em locais mais profundos, porque as as estruturas dos aerogeradores não têm de estar alojados no fundo do mar. Mesmo assim, para evitar que estes aerogeradores sejam levados pelas correntes, as estruturas flutuantes vão estar acorrentadas ao leito do mar, a 100  metros de profundidade.

Duas das plataformas foram fabricadas no porto de Setúbal, em Portugal, com a terceira, já concluída, nos portos de Avilés e Ferrol, em Espanha.

“Quando estiverem prontas para entrar em fase operacional, as três estruturas flutuantes vão medir 30 metros de altura e terão uma distância de 50 metros entre si”, de acordo com a EDP.

No final de setembro, o Governo anunciou o apoio de até 10 milhões de euros para atenuar nas tarifas de eletricidade o efeito do parque eólico flutuante.

Governo dá apoio de até 10 milhões de euros para atenuar efeito do parque eólico flutuante em Viana do Castelo

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