Primeiro-ministro de Cabo Verde: “A economia digital é um ativo importante na nossa estratégia”

“Duas startups de Cabo Verde estão na lista das melhores 50 em África. Achamos que estamos bem, mas temos de desenvolver mais e mais esta área”, afirmou Ulisses Correia e Silva, na cimeira tecnológica.

O primeiro-ministro de Cabo Verde disse esta quarta-feira, na Web Summit, que uma das maiores mudanças no país nos últimos tempos foi a criação de um ecossistema para a inovação e empreendedorismo digital, que contribuem para a criação de emprego.

“É um problema que temos em Cabo Verde e em todo o mundo. Precisamos de criar bons empregos para os jovens, para diversificar a economia. Estamos a falar de educação, formação profissional, incentivos fiscais para desenvolver o ecossistema e as infraestruturas tecnológicas e de telecomunicações”, afirmou Ulisses Correia e Silva no evento que decorre online.

Pela primeira vez, este arquipélago africano está presente no índice de inovadores mundiais e mantém-se em destaque em tabelas de startups com sucesso. Cabo Verde foi este ano integrado no top 100 do ranking mundial de ecossistemas de inovação, ocupando a 91ª posição a nível global, com 0.183 pontos e entre os dez do continente africano, numa lista encabeçada pelos Estados Unidos da América, seguindo-se o Reino Unido e Israel.

“Duas startups de Cabo Verde estão na lista das melhores 50 startups em África. Achamos que estamos bem, mas temos de desenvolver mais e mais nesta área. É muito importante para a nossa economia e para as nossas pessoas”, exemplificou o líder do Executivo cabo-verdiano.

A seu ver, é igualmente importante acelerar a transição energética, apostando cada vez mais nas energias renováveis. “A economia digital é um ativo importante em termos da nossa estratégia de desenvolvimento no futuro”, sustentou.

Questionado sobre a resiliência das infraestruturas para potenciais investimentos em tecnologia, o primeiro-ministro de Cabo Verde garantiu que esse não é um problema atualmente. “Neste momento, estamos a construir duas bases tecnológicas, uma na capital (Cidade da Praia) e outra na nossa segunda maior cidade, Mindelo. Os nossos maiores objetivos são tornarmo-nos um hub para o Atlântico para África e melhorar a nossa estabilidade e a nossa condição para atrair investimento”, explicou Ulisses Correia e Silva.

Em agosto, o secretário de Estado cabo-verdiano para a Inovação destacou esta façanha e a presença do programa de empreendedorismo em Portugal. “As bases estão lançadas, desde que lançamos a Cabo Verde Digital em Lisboa, assumimos com ousadia onde nós queríamos posicionar, que é exatamente um país que quer servir de porta de entrada para o continente africano no sector digital”, referiu Pedro Lopes, em declarações citadas pela Inforpress.

Ler mais
Recomendadas

Presidente do Instituto Camões diz que 2020 foi marco da cooperação portuguesa em Cabo Verde

O presidente do instituto Camões, João Ribeiro de Almeida, afirmou hoje que 2020 foi “muito importante para a cooperação portuguesa em Cabo Verde”, com 27 projetos de apoio lançados e em curso, no valor de 2,3 milhões de euros. Segundo o responsável, que falava à Lusa à margem da inauguração do centro de hemodiálise do […]

Cabo Verde: dez mil trabalhadores do turismo deverão receber vacina na primeira fase

Olavo Correia, também titular da pasta das Finanças, fez essas declarações durante um encontro com os empresários locais, de diferentes áreas de atuação, micro, média e pequenas empresas, num dos hotéis da cidade turística de Santa Maria.
Comentários