Primeiro-ministro de Itália culpa gestão de “um hospital” pela rápida propagação do coronavírus no país

“Sabe-se que houve uma gestão de um hospital que não foi completamente apropriada segundo os protocolos de prudência recomendados nestes casos e que, certamente, contribuíram para a difusão”, afirmou o governante italiano à estação italiana Rai Uno.

O primeiro ministro de Itália, Giuseppe Conte, culpou a gestão ” não completamente apropriada” de “um hospital” pela propagação do novo coronavírus (Covid-19) no norte da Itália. Em declarações à estação pública Rai Uno, esta terça-feira, Conte disse que “está claro que existe um foco e é aí que o vírus se espalha”.

“Sabe-se que houve uma gestão de um hospital que não é completamente apropriada segundo os protocolos de prudência recomendados nestes casos e que, certamente, contribuíram para a difusão”, afirmou o governante italiano.

Em Itália há já mais de 230 casos de pessoas contaminadas com coronavírus, contando-se sete vítimas mortais desde segunda-feira, 24 de fevereiro. A esmagadora maioria dos casos estão circunscritos às regiões nortenhas de Lombardia, Veneto, Emília, Romanha, Piemonte e Lácio – o foco principal da epidemia foi identificado em Codogno, perto de Lodi, 60 km ao sul de Milão.

Mattia, um cidadão italiano de 38 anos, é considerado já o “paciente 1”. Foi hospitalizado em Codogno, uma localidade de cerca de quinze mil habitantes. Desde paciente foram identificados mais casos na região de Lombardia, que é já considerada a região mais afetada pela disseminação do Covid-19 (mais de 225 infetados, incluindo as sete morte).

Entretando, foi identificado um caso no Sul do país, em Palermo, na região de Sicília. Trata-se de uma mulher que estava na região de Sicília com um grupo de amigas e demonstrava ter sintomas similares aos do coronavírus. Está já internada em observação na unidade no hospital Cervello de Palermo, sendo que já foram enviadas para análise amostras da mulher.

A situação transalpina está a ser acompanhada com atenção pelos países limítrofes, designadamente Áustria (onde a par da Croácia já se registam casos de Covid-19), Suíça e França, tendo já sido tomadas por estes medidas de vigilância. Na segunda-feira, ponderava-se já em Bruxelas a livre circulação no espaço Schengen.

Em todo o mundo contam-se já mais de 80 mil casos de coronavírus.

 

 

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