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Privatização da SATA Azores Airlines: Sindicato dos Pilotos exige decisão imediata

O sindicato disse que “não apoiará qualquer processo de privatização que coloque em risco o emprego, a sustentabilidade da Empresa ou os interesses estratégicos da Região Autónoma dos Açores, nem aceitará soluções juridicamente frágeis ou financeiramente irresponsáveis”.
Foto cedida
30 Janeiro 2026, 18h54

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) exigiu, esta sexta-feira, decisão imediata, transparência total e defesa intransigente do interesse público, no âmbito da privatização da SATA Azores Airlines.

Em comunicado, o SPAC referiu que “tomou conhecimento da recomendação do Júri no sentido da rejeição da proposta apresentada pelo consórcio Atlantic Connect Group, por alegadamente não salvaguardar de forma adequada os interesses da SATA Azores Airlines, do Grupo SATA e do erário público”.

O júri da privatização da Azores Airlines, empresa do grupo açoreano SATA, vai propor a rejeição da proposta de compra do consórcio Atlantic Connect Group, que oferece um montante de 17 milhões de euros por 85% da capital social da empresa que já as ligações para fora do arquipélago dos Açores.

O sindicato disse que “não apoiará qualquer processo de privatização que coloque em risco o emprego, a sustentabilidade da Empresa ou os interesses estratégicos da Região Autónoma dos Açores, nem aceitará soluções juridicamente frágeis ou financeiramente irresponsáveis. Uma privatização só é aceitável se reforçar a viabilidade económica da companhia, a conectividade da Região e a proteção do emprego qualificado”.

Frederico Saraiva de Almeida, vice-Presidente do SPAC, alerta que “a situação atual é crítica. A urgência não é política nem retórica — é regulatória, económica e operacional. O prolongamento da indefinição agrava a fragilidade da empresa, destrói valor e compromete decisões essenciais de investimento e planeamento. Sem uma solução validada e credível, o risco de medidas com impacto severo na operação e no emprego é real”.

Assim, o SPAC exige “uma decisão imediata e um plano público, claro e calendarizado: seja para relançar a privatização com regras sólidas e transparentes, seja para avançar com uma alternativa equivalente, juridicamente segura e financeiramente sustentável. Esse caminho deve incluir salvaguardas efetivas para os Trabalhadores, garantia de não prejuízo para a SATA Air Açores e uma governação responsável, orientada a resultados”.


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