Probe.ly vence Lisbon Challenge Fall 2016

Composta por uma equipa experiente na área da internet e das telecomunicações, com especial vocação para a segurança em ‘apps’, a startup aposta na próxima vaga de produtos de segurança informática.

A edição Lisbon Challenge Fall 2016, programa internacional de aceleração para startups ambiciosas de base tecnológica, chegou ao fim. Este programa, considerado, este ano, pela Fundacity, o segundo acelerador mais dinâmico, a nível europeu, é um dos mais prestigiados e intensos programas internacionais para startups que tenham um protótipo funcional e uma base de utilizadores.

A startup galardoada com um prémio no valor de 75 mil euros, em financiamento da Caixa Capital foi a Probe.ly, que aposta na próxima vaga de produtos de segurança informática, com uma equipa experiente na área da internet e das telecomunicações, e especialmente vocacionada para a segurança em aplicações.

A vencedora poderá, assim, estar presente numa ronda perante alguns dos investidores de topo da Europa nos Prémios Caixa Empreender, em fevereiro do próximo ano. Luis Geraldes, da Morais Leitão, que oferece serviços de apoio e aconselhamento jurídico a três startups, e Sofia Patrício, da Ogilvy, que oferece 25 horas por startup para três startups, em serviços de design, branding e marca, também anunciaram outros prémios.

A Moneytis, startup financeira, considerada como o portal Booking para as transferências de dinheiro, é uma das startups destacadas. Foi escolhida para fazer parte da edição de janeiro da Y Combinator, um dos maiores aceleradores dos Estados Unidos.

“O Lisbon Challenge é o programa-bandeira da Beta-i, e por isso trabalhamos sempre no sentido de melhorar a qualidade, conteúdos e alcance do programa. Esta edição foi assumidamente mais centrada nos fundadores, e na aceleração do produto, mas também quisemos assegurar que as startups estavam prontas para encarar o mercado global no fim deste percurso de aprendizagem”, refere Pedro Rocha Vieira, co-fundador e CEO da Beta-i.

Em cada edição, as diversas equipas têm oportunidade de contactar com mais de 200 mentores e investidores internacionais, ao mesmo tempo que participam em workshops, sessões de prática de apresentação, e eventos de networking. Num ambiente cosmopolita, encontram também várias oportunidades para fazer crescer a sua rede de contactos, aprender com outras equipas, e evoluir todas as semanas, ultrapassando vários obstáculos.

“A verdade é que sem as competências que este tipo de programas permite desenvolver, as nossas startups teriam, à partida, uma maior dificuldade em se impor no mercado, por muito interessantes que sejam as ideias de base e muito capazes que sejam os fundadores”, conclui Pedro Rocha Vieira.

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