PRODERAM dá 10,7 milhões de euros para a agricultura

“No desenvolvimento da região consideramos a agricultura, não como a subsidiária da economia, mas como um dos alicerces fundamentais no desenvolvimento da Madeira”, salientou Miguel Albuquerque.

O Programa de Desenvolvimento da Região Autónoma da Madeira (PRODERAM) aprovou um apoio de 10,7 milhões de euros para a agricultura. Deste montante, 9,1 milhões de euros são de comparticipação do Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) e os restantes 1,6 milhões saem do Orçamento da Região.

O Presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, esteve na passada segunda-feira na cerimónia de entrega de apoios no âmbito do RODERAM, onde destacou os últimos números de receita da agricultura, de 2017, no valor de 112 milhões de euros..

“No desenvolvimento da região consideramos a agricultura, não como a subsidiária da economia, mas como um dos alicerces fundamentais no desenvolvimento da Madeira”, salientou Miguel Albuquerque.

O governante refere que o setor tem crescido substancialmente, e tem potencialidades para crescer, sobretudo na área da exportação, com as frutas tropicais.

O Presidente do Governo Regional diz ainda que quer “continuar a encarar a agricultura como um setor económico da madeira, um setor diferenciador dos nossos produtos, pela qualidade, e um veículo e uma alavanca também para a exportação”.

Miguel Albuquerque diz que, neste sentido, que é importante ligar a agricultura ao desenvolvimento técnico e à formação técnica, elogiando o trabalho da Escola Agrícola de São Vicente.

O governante disse que é preciso desmistificar a ideia de que a agricultura é sinónimo hoje de uma agricultura do passado, de subsistência e de pobreza.

Já  a pensar nas próximas eleições regionais, Miguel Albuquerque afirma que os objetivos do governo vão continuar a ser os mesmo, mantendo o crescimento económico que já se verifica há 70 meses, manter o crescimento privado em crescente, bem como o investimento público também, continuar a reduzir a taxa de desemprego, “neste momento estamos com uma taxa de 7%, a mais baixa desde há dez anos”. Além disso, há que continuar a reduzir os impostos, “neste momento, a única região do país que reduziu os impostos, quer o IRS, que o IRC, foi a Madeira”.

“Nós, neste momento, para as pequenas e médias empresas já estamos com um IRC de 13%, com um volume de negócios até aos 15 mil euros, e queremos para o ano reduzir para os 12%, a taxa equivalente à da Irlanda para as empresas”, salienta o governante.

Miguel Albuquerque salientou ainda a importância da União Europeia para a Madeira no  âmbito do desenvolvimento da Região, salientando que os  apoios que a Região recebe da UE são maiores do que os que recebe do Estado português.

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