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Produção automóvel cai 2% este ano na Europa

Alemanha é o produtor automóvel europeu mais afetado pelas tarifas dos EUA.
Porsche
17 Dezembro 2025, 10h23

A produção europeia de veículos vai cair 2% este ano, segundo uma previsão da Credito y Caucion. A impactar a produção estão as “tensões geopolíticas e a menor procura”.

A indústria europeia já tinha recuado 5% em 2024 e volta a cair este ano. Para o próximo ano, está prevista uma subida de 1,6%.

“A procura mantém-se fraca, com as vendas afetadas pela baixa despesa das famílias em compras de alto valor, como automóveis, mantendo os volumes de vendas sob pressão”, segundo a Credito y Caucion.

Mas há mais desafios pela frente, como a “incerteza” sobre o abastecimento de semicondutores e terras raras e o aumento das tarifas, o que está a “elevar os custos e a forçar os fabricantes a repensar as suas estratégias de aprovisionamento e de investimento”.

Um dos principais desafios neste momento é a “transição dos motores de combustão tradicionais para os veículos elétricos, o que exige uma profunda remodelação da indústria”, de acordo com a Credito y Caucion.

Neste momento, o mercado mais afetado com as tarifas é a Alemanha pois os Estados Unidos da América “são um dos seus principais destinos de exportação de veículos”. A exportação vale 33 mil milhões de dólares para a Alemanha.

A Alemanha vai sofrer uma contração de 3% na produção em 2026.

Os EUA impuseram tarifas de 15% em mercados como a União Europeia, Japão e Coreia do Sul.

“A situação de insolvência mantém-se tensa e os incumprimentos aproximaram-se do nível registado em 2024. Além disso, os bancos estão cada vez mais restritivos no que diz respeito à concessão de empréstimos a fornecedores do setor automóvel”, aponta a Credito y Caucion.

Mas há oportunidades para aumentar a produção, como a “baixa densidade de veículos e o crescimento da classe média nos mercados emergentes, fatores que está a impulsionar a procura. O lançamento de novos modelos e gamas, preços mais baixos, incentivos à compra e políticas de redução de CO2 irão também impulsionar a procura no setor”.


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