Produção da EDP Renováveis cai 7% nos primeiros nove meses do ano

A empresa justifica a diminuição da eletricidade produzida com a alienação de parte da sua capacidade de produção instalada, depois da estratégia de venda de posições e ativos europeus e, sobretudo, no Brasil, através da venda da sua participação no parque eólico Babilónia.

A EDP Renováveis (EDPR) reporta menos 7% de energia limpa produzida nos primeiros nove meses de 2020, isto quando comparado com igual período do ano passado. A elétrica justifica o resultado com a menor capacidade instalada, depois da venda de vários ativos na Europa e Brasil.

A estratégia de desconsolidação na Europa e no Brasil, onde a EDPR vendeu já este ano 997 e 137 megawatts (MW), respetivamente, explica as diminuições de 16% e 38% da eletricidade produzida em cada uma das regiões. Na América do Norte, onde a capacidade instalada cresceu em 573 MW, a produção aumentou 3% em relação a igual período de 2019.

O portfolio que a empresa gere cresceu, dada a construção de 200 MW na América do Norte e 120 na Europa, mais especificamente em França e na Polónia. A estes acréscimos juntam-se a construção de 10 MW num projeto offshore em Portugal, o que, com a alienação do parque eólico Babilónia, no Brasil, perfaz um aumento de 157 MW no portfolio total, fixando-se este em 11,5 gigawatts (GW).

A estes dever-se-ão juntar em breve os 2,2 GW de nova capacidade instalada em construção, para os quais os EUA dão um contributo de 1,093 GW. Destacam-se ainda os 269 MW em construção em projetos offshore e 260 MW de eólico onshore no Brasil.

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