Produção industrial cai 0,7% na zona euro, mas Portugal regista segunda maior subida

No conjunto das economias da União Europeia (UE), a quebra foi de 0,4%.

A produção industrial na zona euro caiu 0,7% em junho deste ano, face ao mês anterior, segundo as estimativas divulgadas pelo Eurostat, esta terça-feira, 14 de Junho. Em Portugal, registou-se uma subida de 1,1%, em contraciclo, o segundo maior crescimento entre os países da moeda única.

No conjunto das economias da União Europeia (UE), a quebra foi de 0,4%. As maiores quebras, que ajudaram a definir a tendência, registaram-se na Irlanda, com -8,9%, na Holanda (-1,3%) e na Hungria (-1,2%).

 

O Eurostat assinala que esta evolução se deve à quebra de 2,9% da produção de bens de capital, à descida de 0,6% na produção de bens de consumo não duráveis e de 0,5% na de bens intermediários.

Em termos homólogos (face a igual período do ano anterior), a produção industrial aumentou 2,5% na zona euro e 2,6% na UE. Portugal surge, de novo, em contraciclo, com uma quebra de 1%, a segunda mais pronunciada.

O Eurostat assinala que esta evolução, na Europa, se deve ao aumento de 4,4% da produção de bens de capital, ao aumento de 3,1% na produção de bens de consumo não duráveis e de 2,1% na de bens intermediários.

A produção de energia caiu 2,2%.

Ler mais

Relacionadas

Preços na produção industrial aumentaram 4,0% em junho

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelados esta quarta-feira mostram que os preços na produção industrial registaram uma subida de 0,8 pontos percentuais face a maio.

Produção industrial recua em Portugal, em contraciclo com zona euro

Na variação em cadeia, os principais avanços assinalaram-se na Lituânia (11,6%), na Suécia (3,4%) e na Irlanda (3,2%) e os recuos na Dinamarca (-2,8%), em Portugal (-2,0%), Estónia, Roménia e Reino Unido (-0,4% cada).
Recomendadas

Governo anuncia linha de crédito de 50 milhões para microempresas de gestão de eventos

Os 50 milhões de euros foram anunciados pelo ministro da Economia no Parlamento, num exemplo de uma das áreas que, não sendo óbvia, enfrenta enormes dificuldades por orbitar em torno de um setor muito condicionado pela pandemia, o turismo. 20% dos 50 milhões de euros desta linha poderá passar a fundo perdido caso empresas mantenham o emprego no próximo ano.

Fórum para a Competitividade prevê queda do PIB até 12% este ano

Para o próximo ano, a entidade liderada por Pedro Ferraz da Costa antevê uma recuperação do PIB entre 5% e 6%.

UTAO prevê que medidas previstas pelo Governo tenham impacto menor no défice 

“O contributo direto das novas medidas permanentes para o saldo orçamental de 2021 ascende a –499,3 ME. No relatório do MF [Ministério das Finanças] este contributo mede –1.947,0 milhões de euros”, pode ler-se no documento divulgado esta quinta-feira.
Comentários