Professores dos colégios de Educação Especial em greve hoje e amanhã

Em causa está o atraso no pagamento dos salários, num total de 670 mil euros. Haverá docentes cujo último ordenado que receberam foi em outubro, segundo a Fenprof.

Os professores dos colégios de Educação Especial estão em greve entre esta segunda-feira e amanhã (dias 2 e 3 de dezembro), porque têm uma verba de 670 mil euros em atraso. Segundo a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), os docentes em causa estão a trabalhar sem receber.

A federação que representa os docentes disse esta sexta-feira que o atraso tem sido justificado pelas direções dos colégios com facto de o Ministério da Educação “ainda não ter transferido qualquer verba, como era sua obrigação e preveem os contratos estabelecidos com estes colégios”. Haverá docentes cujo último ordenado que receberam foi em outubro.

“Os alunos que frequentam estes colégios são oriundos de escolas públicas e só por proposta destas, face à impossibilidade de resposta às necessidades especiais dos alunos, eles podem, transitória ou permanentemente, frequentar os colégios, o que torna ainda mais forte a obrigação do Estado português em relação ao financiamento sem atraso”, criticou a federação, em comunicado.

No mesmo dia, a Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo anunciou que os salários dos professores dos colégios de ensino especial, em atraso deste o verão, deverão ser pagos “no decurso da semana que vem” [esta semana].

Na manhã de hoje, a Fenprof estará num desses colégios (Externato Alfred Binet) representada pelo seu secretário-geral, Mário Nogueira, e pela coordenadora nacional do departamento de Ensino Particular e Cooperativo, Graça Sousa.

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A Deco explica ainda que no caso de obras abusivas, as câmaras municipais são a primeira linha da solução, enquanto nos casos de ruído (entre as 22 horas e as 7 horas), “a PSP é a entidade a contactar”.
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