Professores militantes ou simpatizantes do PS apelam a Costa para reabrir negociações com sindicatos

Um grupo de quatro dezenas de professores que afirmam ser militantes e simpatizantes do PS escreveu uma carta aberta ao primeiro-ministro para pedir a retoma das negociações sobre a contagem do tempo de serviço para efeitos de atualização salarial.

Um grupo de quatro dezenas de professores que afirmam ser militantes e simpatizantes do PS escreveu uma carta aberta ao primeiro-ministro para pedir a retoma das negociações sobre a contagem do tempo de serviço para efeitos de atualização salarial.

“Os subscritores apelam diretamente ao líder do PS e primeiro-ministro, para que retome, quanto antes, as negociações com os sindicatos, visando encontrar um compromisso que salvaguarde os interesses de uma Escola Pública forte e democrática, com professores motivados e qualificados, com uma carreira profissional valorizada, no respeito pelo Estatuto da Carreira Docente, pela Lei do Orçamento do Estado de 2018 e coerente com a Resolução 1/2018 da Assembleia República aprovada pelo PS e pelas forças de esquerda no parlamento, que aconselham o Governo a recuperar integralmente o tempo de serviço dos professores portugueses, sem o que se assinala uma absurda incoerência e desonestidade políticas”, lê-se no documento.

Do grupo de 27 militantes e 13 simpatizantes socialistas, o elemento mais conhecido publicamente é Ricardo Gonçalves, professor de Filosofia e antigo deputado e apoiante de António José Seguro nas primárias de 2014 contra António Costa.

Estes professores portugueses afirmam conhecer bem “as contingências económicas e orçamentais do país” e, por isso, “é que reiteradamente se têm manifestado disponíveis para negociar os prazos e formas da recuperação do seu tempo de serviço, efetivamente prestado.

“O que não podem aceitar é que sob a capa de um prudencialismo moralista os obriguem a subscrever as lógicas e decisões austeritárias herdadas dos governos de direita e a destruição efetiva da sua carreira profissional, com as consequências inevitáveis de proletarização, depauperação e menosprezo efetivo da qualidade da escola e da educação públicas”, referem no texto enviado.

O Governo aprovou na quinta-feira um decreto-lei que define que os professores vão recuperar dois anos, nove meses e 18 dias do tempo de serviço efetuado, mas os docentes exigem a recuperação de nove anos, quatro meses e dois dias de tempo de serviço congelado.

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