PS aponta que PSD deixa cair “interesse nacional” ao não viabilizar OE2021

José Luís Carneiro garantiu que a rejeição do PSD é  “a prova de que este é um Orçamento de esquerda e que tem uma resposta à crise do país com políticas de esquerda, que fortalecem o investimento público”.

Flickr/PS

O secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro criticou esta quarta-feira, 21 de outubro, a decisão do PSD de não viabilizar o Orçamento do Estado (OE) para 2021, apesar de também confessar não estar surpreendido.

“Não sendo uma surpresa não deixa de ser contraditório que o doutor Rui Rio perante uma das maiores crises que se abateu sobre o mundo, sobre a europa e sobre o nosso país tenha no momento tão crítico da vida nacional deixado cair um valor que sempre afirmou defender, o valor do interesse nacional”, garantiu José Luís Carneiro em declarações à RTP.

O socialista apontou que “estar contra o Orçamento e esta proposta de Orçamento é estar contra o reforço dos meios humanos e técnicos no Serviço Nacional de Saúde, é estar contra o reforço dos meios humanos nas escolas, no sistema educativo nacional”. “É estar contra o reforço do investimento nos transportes públicos, é estar contra o reforço do investimento nas políticas de habitação e é também estar contra as políticas que visam combater e erradicar a pobreza”, completou José Luís Carneiro.

Quando questionado sobre se este seria o discurso que faria no caso do Bloco de Esquerda e PCP também não viabilizarem o documento preparado pelo Governo, José Luís Carneiro frisou que a rejeição do PSD é  “a prova de que este é um Orçamento de esquerda e que tem uma resposta à crise do país com políticas de esquerda, que fortalecem o investimento público”.

O Partido Social Democrata (PSD) anunciou esta quarta-feira que vai votar contra a proposta de Orçamento do Estado para 2021, sendo que Rui Rio, considerou que o OE2021 “não é realista”. O presidente do maior partido da oposição identificou ainda “quatro debilidades” na proposta orçamental: incerteza, projeção da receita sobrevalorizada, aposta excessiva no consumo público e problemas de transparência.

 

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