PS critica Governo da Madeira por não ter estratégia para valorizar produção primária local

Os socialistas madeirenses dizem que o Decreto Legislativo Regional, aprovado pela Assembleia da Madeira, não salvaguarda requisitos que garantam “a autenticidade dos produtos e que valorizem quer a produção regional, quer os agricultores e produtores de sidra e vinagre de sidra da Madeira”.

O PS considera que o Governo da Madeira não tem como objetivo seguir uma estratégia de valorização da produção primária local. Em causa está a aprovação de uma medida que vai permitir, referem os socialistas madeirenses, adicionar matéria prima importada na sidra que “pode agora ser produzida por qualquer industrial madeirense com recurso a xaropes de açúcar em vez de fruta verdadeira”.

Os socialistas madeirenses, referindo-se ao Decreto Legislativo Regional, que caracteriza e define a sidra, o vinagre de sidra e o vinagre de maçã, produzidos na Região Autónoma da Madeira e estabelece as regras aplicáveis à sua colocação no mercado, “não salvaguarda requisitos que o PS considera serem fundamentais para “garantir a autenticidade dos produtos e valorizar quer a produção regional, quer os agricultores e produtores de sidra e vinagre de sidra da Madeira”.

O PS sublinha que apresentou uma proposta de alteração a este decreto, do Governo a Madeira, que “previa a obrigatoriedade de utilização de maçã e pêros ou pera produzidos na Região para a produção de sidra natural e a proibição do uso de xaropes de açúcar e outros concentrados em substituição da fruta regional” que acabou por ser chumbada pela maioria PSD e CDS-PP.

“A alteração pretendia ainda que fossem salvaguardadas as pequenas quantidades de sidra e vinagre de sidra, fabricadas através de métodos artesanais, em unidades produtivas artesanais e vendidas diretamente ao consumidor final, facilitando o trabalho dos pequenos produtores, livrando-os de procedimentos desadequados à muito pequena escala, sem pôr em causa a higiene e segurança alimentar”, salienta o PS Madeira.

“A proposta pretendia também que sidras e vinagres de sidra produzidos sem recurso a fruta regional não pudessem ostentar no rótulo a menção “Madeira” ou “da Madeira”, para não induzir o consumidor em erro levando-o a pensar que estaria a adquirir um produto que promove a agricultura regional”, reforçam os socialistas madeirenses.

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